Menu
Na Hora H!

Seis mulheres foram forçadas a tatuarem nome de agente preso suspeito de tortura

 Agente penitenciário marcava o horário com o tatuador e levava as então namoradas até o local

Redação Jornal de Brasília

26/11/2019 13h27

Da redação
redacao@grupojbr.com

As vítimas do agente penitenciário Edson Batista Alves, de 35 anos, preso suspeito de torturar e manter em cárcere privado a mulher dele e o enteado de seis anos, disseram que foram obrigadas a tatuarem o nome dele. Elas também denunciaram que foram espancadas e humilhadas. 

De acordo com as vítimas, Edson marcava o horário com o tatuador, as buscavam em casa e as levavam para que fizessem a tatuagem. Elas não recusavam, com medo de serem espancadas. 

Ao todo, seis ex-namoradas e ex-mulheres fizeram denúncia contra ele à polícia. Todas elas foram obrigadas a tatuarem o nome dele. Uma delas tatuou o nome e o sobrenome: “Edson Alves”, seguido de um coração.

Edson foi preso na madrugada da última quinta-feira (21), após a mulher dele e o enteado fugirem e procurarem a polícia. 

De acordo com a polícia, a mulher e a criança eram torturadas e mantidas em cárcere privado há duas semanas. 

As vítimas estavam com vários hematomas pelo corpo. Elas relataram que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente.

A mãe da criança namorou Edson por três meses. Ela se mudou com o filho de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, para a capital para morar com Edson há duas semanas.

A vítima contou que nessa quarta-feira (20) eles foram a um jantar na casa de amigos e ela conseguiu fugir com o filho durante a madrugada quando o suspeito foi ao banheiro.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado para audiência da custódia e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. Ele foi encaminhado para o presídio.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado