Siga o Jornal de Brasília

Na Hora H!

Professora atua como garota de programa para complementar renda: “O salário é uma miséria”

“Ganho aproximadamente R$ 2 mil por mês. Sou mãe solteira com um filho autista, de seis anos”, explica a professora de 35 anos

Publicado

em

Foto: Everton Menezes/Yahoo Notícias
Publicidade

Da redação
redacao@grupojbr.com

Uma professora da rede estadual de ensino de São Paulo decidiu achar uma saída para lidar com o baixo salário que recebe. Desde o ano passado, Celine (nome de ‘guerra’) se prostitui para complementar a renda. “O salário de professor é uma miséria”, afirma.

De dia, Celine, que tem 35 anos, atua como professora, onde lida com alunos de 15 a 18. Mãe solteira de um filho autista, ela tomou a decisão de virar garota de programa após receber o salário em um mês do ano passado e ver que não conseguiria pagar todas as contas. “Não tive medo nem pudor de ser prostituta. Se professor é profissão, por que puta não pode ser?”, disse, em reportagem especial do site Yahoo Notícias. 

Desde então, ela termina o expediente de docente, vai para casa, toma um banho, se arruma, coloca um perfume que lhe dá um cheiro próprio (como espécie de identidade) e vai para o ponto na Rua Augusta, no centro da capital paulista.

“Ganho aproximadamente R$ 2 mil por mês. Não consigo manter a minha família. Sou mãe solteira com um filho autista, de seis anos. Tenho que pagar escola, plano de saúde e as contas da casa. O salário de professor é uma miséria”, explica a professora.

Segundo Celine, até o mercado da prostituição passa por crise financeira. “Muitos homens falam que estão sem dinheiro, que perderam o emprego ou tiveram o salário reduzido. E a gente é quem sofre as consequências”, critica a jovem, que cobra R$ 150 por uma hora de encontro. A clientela diminuiu nos últimos anos e a região ficou decadente. As mulheres, que insistem em permanecer na área, dizem que foi-se o tempo em que uma prostituta costumava juntar R$ 20 mil por mês, em programas. “A noite é ilusória. Hoje, você ganha R$ 1 mil. Amanhã, não tem dinheiro para pegar o ônibus”, comenta.

Leia a reportagem completa no link.

 


Você pode gostar
Publicidade