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Professor de Direito é preso preventivamente após denúncia por crimes sexuais no RS

Em 2025, o investigado já havia sido indiciado por crimes sexuais que, conforme o inquérito policial, teriam ocorrido 24 vezes

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 11h55

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Foto: MPRS

O professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa foi preso nesta segunda-feira (2), em Porto Alegre, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

A ordem de prisão preventiva foi expedida pela desembargadora Naele Ochoa, atendendo a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Ele foi denunciado por doze crimes envolvendo dez mulheres. As acusações incluem estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado.

Segundo o Ministério Público, os fatos teriam ocorrido entre 2013 e 2025. Em 2025, o investigado já havia sido indiciado por crimes sexuais que, conforme o inquérito policial, teriam ocorrido 24 vezes.

A investigação durou cerca de três meses e reuniu depoimentos de 18 possíveis vítimas e 16 testemunhas, além de perícias técnicas e provas documentais. Parte das mulheres relatou o caso à imprensa local.

Por se tratar de crimes de natureza sexual, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul não divulgou detalhes do conteúdo das investigações, mas informou que os relatos apresentam semelhanças entre si e que as denunciantes passaram por avaliação psicológica.

O professor já havia sido preso temporariamente em setembro de 2025, mas foi colocado em liberdade após decisão judicial que revogou a medida dois dias antes do prazo final. Na ocasião, a Justiça impôs uma série de restrições, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com vítimas e testemunhas, comparecimento periódico em juízo, retenção do passaporte, recolhimento domiciliar noturno e impedimento de frequentar instituições de ensino e eventos acadêmicos.

Em nota, a defesa afirmou que considera a prisão preventiva injustificada e baseada em interpretações equivocadas dos fatos. Os advogados sustentam que apresentaram documentos para contestar as acusações e que pretendem recorrer da decisão.

Após deixar o Instituto Médico Legal, no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, o professor declarou à imprensa que é inocente e que confia na Justiça para esclarecer o caso.

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