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Polícia mata suspeitos de estupro coletivo durante reconstituição de crime na Índia

Os quatro homens, presos na semana passada, foram baleados quando tentaram fugir, segundo a polícia

Aline Rocha

Publicado

em

Foto: Reuters
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Da Redação
redacao@grupojbr.com

A polícia da Índia anunciou nesta sexta-feira (6) que matou quatro homens acusados de estupro coletivo e da morte de uma mulher de 27 anos durante a reconstituição do crime na cidade de Hyderabadm, sul do país asiático. Os quatro homens, presos na semana passada, foram baleados quando tentaram fugir, segundo a polícia.

“Eles foram mortos a tiros. Tentaram roubar as armas dos guardas, mas foram mortos. Chamamos uma ambulância, mas morreram antes da chegada dos médicos”, disse Prakash Reddy, vice-comissário da polícia de Hyderabad.

A veterinária foi sequestrada pelos homens no dia 27 de novembro à noite. Ela tentava ligar sua motocicleta quando foi abordada por eles, que tinham furado um pneu do veículo antes de ela chegar. Quando a jovem apareceu, eles ofereceram ajuda.

A vítima ligou para a irmã para contar sobre os problemas da moto e sobre o grupo que ofereceu ajuda, mas afirmou que estava com medo, declarou a irmã à polícia. Quando a irmã tentou ligar de volta, o telefone estava desligado.

O corpo carbonizado da vítima foi encontrado no dia seguinte ao sequestro, debaixo de uma ponte. Os criminosos usaram gasolina e atearam fogo, de acordo com a polícia.

Apesar da rápida detenção dos quatro suspeitos, o caso provocou indignação no país, onde a violência sexual é destaque frequente nos jornais. Um estupro coletivo de uma estudante em um ônibus em Nova Délhi em 2012 provocou consternação internacional.

No sábado (30), a polícia dispersou centenas de manifestantes que tentavam entrar na delegacia onde os quatro estavam detidos.

No Parlamento nacional, a deputada Jaya Bachchan afirmou que os culpados deveriam ser “linchados em público”.

De acordo com os últimos números oficiais, mais de 33 mil estupros foram registrados no país em 2017, com 10 mil vítimas menores de idade.

 

Agence France Presse


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