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Polícia investiga se comida que matou moradores de rua na Grande SP foi envenenada em posto

A pastora evangélica Agda Lopes Casimiro, 51, procurou a polícia na quarta para dizer que preparou a comida doada aos moradores de rua e negou que houvesse problemas

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Alfredo Henrique
Itapevi, SP

A polícia investiga se as marmitas entregues a moradores de rua em Itapevi, na Grande São Paulo, foram envenenadas no posto de combustíveis desativado, onde estavam as duas vítimas que comeram o alimento doado na noite de terça-feira (21).

Essa é uma das três linhas de investigação seguidas pela Polícia Civil da cidade. O caso, até o momento, está registrado como morte suspeita. Um menino de 11 anos e uma adolescente, de 17, permaneciam internados, com sinais de envenenamento, após comerem a comida que estava nas mesmas marmitas.

As outras duas hipóteses levantadas pela equipe de investigações são de que as marmitas tenham sido contaminadas no momento da preparação, ou ainda que as vítimas tenham consumido comida estragada.

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O delegado Aloysio Ribeiro de Mendonça Neto, titular da delegacia de Itapevi, afirmou à reportagem que 50 marmitas foram distribuídas a moradores de rua pela mesma entidade religiosa que entregou ao menos cinco delas no posto de combustível desativado do bairro Vila Aurora. Imagens de câmeras de monitoramento mostram as distribuição da comida, por volta das 22h de terça.

A pastora evangélica Agda Lopes Casimiro, 51, procurou a polícia na quarta para dizer que preparou a comida doada aos moradores de rua e negou que houvesse problemas.

Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que Agda para com seu carro nos posto e, acompanhada do marido, distribui o alimento para os desabrigados. “Meu esposo e eu comemos dela [marmita]. Inclusive, congelamos parte da comida que preparei e vamos entregar para a polícia [analisar]”, explicou.

A pastora afirma que doa comida a moradores de rua há dez anos na região de Cotia (Grande SP) e, desde o início de 2020, entrega marmitas a pessoas em situação de rua em Itapevi.

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Duas das marmitas foram consumidas por Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, 37 anos e José Luiz de Araújo Conceição, 61, que morreram com sinais de intoxicação, já na madrugada de quarta-feira (22). As outras três foram entregues por Oliveira ao vendedor de churros Flávio de Araújo, 42. A namorada dele, a adolescente de 17 anos, e o filho da vítima, de 11, passaram mal e foram internados.

Segundo atestado de óbito dos moradores de rua, a causa preliminar das mortes é intoxicação exógena (interação de um ou mais agentes tóxicos com o sistema biológico). A polícia, no entanto, aguarda o resultado de exames para constatar o que provocou as mortes.

“Em quase 35 anos de polícia, nunca havia deparado com um caso semelhante. Até o momento, pois estamos no terceiro dia de investigações, todas as pessoas são suspeitas”, afirmou o delegado.

Ele acrescentou que, até o início da tarde desta sexta-feira (24), 12 pessoas prestaram depoimentos na delegacia.

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A polícia também recebeu nesta sexta novas imagens de câmeras de monitoramento, que registraram a movimentação perto do posto de combustíveis. O material será analisado para identificar todas as pessoas que estiveram no local, além da dinâmica de alguma eventual atividade suspeita.

Além dos dois moradores de rua, a cadela Dalila, que tinha José Luiz de Araújo Conceição como tutor, também morreu com sinais de intoxicação, após o morador de rua compartilhar com o seu animal a comida da marmita.

As vísceras da cadela foram retiradas por um veterinário, a pedido da polícia, e encaminhadas para análise de toxicologia forense na capital paulista.

A reportagem apurou que o menino de 11 anos, que passou mal após comer a refeição de uma das marmitas, permanece internado no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra (Grande SP), respirando com a ajuda de aparelhos. Apesar disso, seu quadro de saúde é estável.

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A adolescente de 17 anos se recupera no Hospital Regional de Osasco (Grande São Paulo) e passa bem.

As informações são da FolhaPress




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