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Polícia de SP investiga corpos amarrados em sacos e tecidos e descarta ligação entre casos

Apurações iniciais apontam motivações como vingança ou “justiçamento”, quando a pessoa é morta em “tribunais do crime”

Redação Jornal de Brasília

07/10/2026 19h11

Foto: Divulgação/Agência SP

Foto: Divulgação/Agência SP

FOLHAPRESS

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de oito pessoas encontradas em sacos plásticos, edredons e lençóis amarrados na capital paulista desde setembro. De acordo com os investigadores, os casos não têm relação entre si.

Os corpos foram achados em vias públicas ou em áreas de mata, em bairros distantes uns dos outros. A semelhança na forma como estavam embalados levantou suspeitas nas redes sociais de que haveria um “serial killer”, isto é, um único criminoso responsável por todas as mortes. A polícia nega essa hipótese.

Sete das vítimas foram identificadas. As apurações iniciais apontam motivações como vingança ou “justiçamento”, quando a pessoa é morta em “tribunais do crime”. Também já há suspeitos pelos assassinatos, o que reforça a tese de que houve mais de um autor.

“O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos”, disse a SSP (Secretaria da Segurança Pública), em nota.

A vítima que ainda não foi identificada será submetida a uma perícia mais específica, já requisitada pela polícia.

Um nono caso, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, é investigado pela delegacia da cidade.

Corpos encontrados amarrados em sacos e tecidos não são um fato atípico na cidade. Em abril de 2025, por exemplo, Esteliano José Madureira, 43, suspeito de assassinar a estudante da USP (Universidade de São Paulo) Bruna Oliveira da Silva, 28, foi encontrado morto, com sinais de tortura, na zona sul de São Paulo.

O corpo dele estava na avenida Morumbi, a cerca de 30 km de onde a estudante foi localizada, envolto por uma lona. O local onde o corpo foi deixado fica a cerca de 5 km do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo e residência oficial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A principal hipótese em investigação é que ele tenha sido julgado e morto por um tribunal do crime, ou seja, um julgamento clandestino feito por integrantes de facção criminosa em desagravo ao estupro.

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