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Pai de bebê indígena enterrada viva consegue guarda provisória 

Recém-nascida foi enterrada pela bisavó, no quintal da casa onde família morava

Redação Jornal de Brasília

02/08/2019 13h07

Da Redação
redacao@grupojbr.com

A Justiça de Mato Grosso concedeu ao pai, que é índio de outra etnia, a guarda provisória da bebê indígena que foi enterrada viva pela bisavó, em junho do ano passado, em Canarana, a 838 km de Cuiabá. A decisão do dia 13 de junho foi confirmada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Analu Paluni Kamayura Trumai estava sob a guarda da Fundação Nacional do Índio (Funai) até que todo o processo fosse concluído. Em setembro do ano passo, Justiça solicitou um exame de DNA para comprovar a paternidade e decidir sobre a guarda da criança.

De acordo com o promotor Matheus Pavão de Oliveira, o resultado do exame foi positivo e comprovou a paternidade.

Na época do fato, quando soube que a recém-nascida tinha sido enterrada viva, o pai já havia manifestado a intenção de ficar com a criança. O indígena afirmou que não sabia da gravidez.

Ainda segundo o promotor, um estudo psicossocial e antropológico foi realizado para avaliar quem teria condições de receber a menina que, atualmente, tem um ano.

A avó do bebê, Tapoalu Kamayura, de 57 anos, e a mãe dela, Kutsamin Kamayura, de 33 anos, foram presas e encaminhadas para a delegacia de Canarana. Posteriormente, tiveram direito a ficar detidas em unidades da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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