Da Redação
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Nesta semana a Polícia Civil concluiu e enviou à Justiça inquéritos que reúnem 22 casos atribuídos a Wellington Ribeiro da Silva, de 52 anos. Ele é considerado o maior estuprador em série de Goiás. O indiciamento foi pelo crime de estupro e também, em alguns casos, por roubo.
Os 22 estupros, segundo a polícia, foram atribuídos ao preso após confirmações por meio de exames de DNA. Além destes casos, pelo menos, outros 44 são investigados pela Polícia Civil, alguns deles de vítimas que procuram a corporação após a prisão de Wellington, em 12 de setembro, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana.
A Polícia Civil informou que o preso não apresentou advogado durante o interrogatório, realizado após a prisão dele, em 12 de setembro, em Aparecida de Goiânia. Segundo a delegada, o homem confessou ter praticado seis dos 22 crimes já atribuídos a ele.
Os crimes atribuídos a Wellington tem como características comuns, o uso constante do capacete na prática do crime, o horário e local de pouca luminosidade, além das abordagens com um revólver. Detalhes que o próprio preso confessou em vídeo.
Segundo a delegada, em alguns casos ele anunciava um assalto, pegava o celular da vítima e a obrigava a subir na moto dele. Depois ia para um lugar mais afastado, sempre com o capacete, para não ser reconhecido, e cometia o abuso.
Além do mandado por estupro, Wellington foi preso em flagrante por receptação. Segundo a delegada, ele estava com uma moto roubada e também foi preso por uso de documento falso ao tentar se passar por outra pessoa.
Os crimes eram cometidos desde 2008. Segundo a polícia, em 2011, Wellington chegou a ser preso depois de violentar uma mulher e a filha dela, de apenas cinco meses. Na época, ele foi levado para o Mato Grosso porque lá respondia por outros crimes, como assaltos e assassinatos. Entre eles estava uma condenação a 57 anos de prisão pela morte de uma mulher e os dois filhos dela. Em 2013, ele conseguiu fugir da prisão e voltou para o Goiás.
Para não ser pego novamente, o estuprador, segundo a polícia, estrategicamente não tinha conta em banco, não usava redes sociais e ainda roubava identidades de pessoas que se pareciam com ele para usar os documentos e despistar a polícia.