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Mulheres buscam por ‘inseminação caseira’ para engravidar

Especialistas alertam para o risco de doenças bacterianas e para a necessidade de um contrato celebrado entre as partes

Devido ao alto custo da inseminação artificial clínica, muitas mulheres estão optando pelo método da inseminação caseira. Especialistas da área da saúde alertam que o método possuiu riscos e não é recomendado.

Os custo da inseminação artificial e da inseminação in vitro variam entre R$ 5 mil a R$ 20 mil. A autônoma Juliana Silva, de 36 anos, moradora de Praia Grande-SP, relatou, em entrevista ao Portal G1, que recorreu ao procedimento caseiro para engravidar.

“Estou grávida de seis meses e a minha filha é fruto desse método. Ela nem nasceu e já é o amor da minha vida”, disse ela.

Para realizar o procedimento, o doador deposita o sêmen em um pote esterilizado e, posteriormente, a mulher recolher o conteúdo com o auxílio de uma seringa e o injeta no próprio corpo.

A médica Simone Tiemi Matsumura, especialista em reprodução assistida, falou sobre os riscos do método caseiro.

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“Pegar um doador anônimo é extremamente perigoso. A mulher não tem como saber se ele falsificou os exames, fora as doenças e bactérias que podem ser pegas no momento da inseminação”, alerta.

Ela contou ainda que nenhum médico recomenda a realização do método caseiro, apesar dele existir há muito tempo.

No âmbito jurídico, o doador tem direito a permanecer anônimo, segundo a resoluções nº 1.358/92 e nº 1.957/2010, do Conselho Federal de Medicina.

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Apesar da legislação fazer menção à inseminação artificial in vitro, os procedimentos jurídicos podem ser realizado no método caseiro. Para que o doador posteriormente não busque a guarda legal da criança, é necessário que ambas as partes celebrem um contrato.






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