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Mineira que morreu vítima de tentativa de estupro poderá ser beatificada

Jovem sonhava em fazer medicina e se especializar em pediatria para cuidar de crianças em situação de vulnerabilidade

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Foto: Reprodução
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Isabel Cristina Mrad Campos nasceu em 29 de julho de 1962 e veio a óbito no dia 1º de setembro de 1982, durante uma tentativa de estupro. Ela e o religioso Roberto Giovanni, que nasceu em 16 de março de 1903, poderão ser beatificados. Nesta quarta-feira, o Papa Francisco autorizou a promulgação de decretos que reconhecem o martírio e as virtudes heroicas de ambos.

A jovem sonhava em fazer medicina e se especializar em pediatria para cuidar de crianças em situação de vulnerabilidade. Isabel, que nasceu na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, foi assassinada em Juiz de Fora, também em Minas. Ela havia se mudado para Juiz de Fora com o intuito de estudar para o vestibular de Medicina.

De acordo com as informações da Arquidiocese de Mariana-MG, durante o processo de mudança para a nova cidade um homem foi contratado para montar um armário no apartamento. No entanto, ele atacou a jovem e tentou estuprá-la. Isabel resistiu à agressão e foi assassinada. Por ser considerada mártir, não será exigido um milagre para torná-la beata.

A jovem veio de família católica e era ativa na igreja. Ainda segundo a Arquidiocese, ela era muito dedicada e sensível aos mais pobres, aos idosos e às crianças.

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Foto: Reprodução

O processo para beatificação de Isabel teve início em 26 de janeiro de 2001, na cidade de Barbacena-MG. Em 2009, os restos mortais da jovem foram levados para o Santuário da Piedade.

O outro candidato a ser beatificado é o religioso Roberto Giovanni, que nasceu em Rio Claro, São Paulo, em 16 de março de 1903. Na juventude, ele entrou para a Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos). Em 1939, foi para Casa Branca, também no interior paulista, onde passou a maior parte da vida e ficou conhecido por ações sociais, especialmente com pobres e doentes.

Foto: Reprodução

Nos momentos finais de sua vida, ele foi morar na casa de repouso dos Padres e Irmãos Estigmatinos, em Campinas. Após ser acometido por uma pneumonia, Roberto veio a óbito em 1994, aos 90 anos.




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