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Médico responde fakenews com palavrão e justifica: “Acabou a paciência”

Postagem afirmava que duas pessoas teriam morrido após serem imunizadas com a CoronaVac

O médico virologista Maurício Lacerda Nogueira, pesquisador e professor da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo), respondeu a uma fakenews publicada no Facebook com um palavrão. O profissional afirmou que “o saco encheu” e por isso acabou respondendo dessa forma.

A postagem afirmava que duas pessoas teriam morrido após serem imunizadas com a CoronaVac. Diante disso, Maurício respondeu: “Teu cu”.

O pesquisador relatou que a manifestação ocorreu de forma espontânea.

“Acabou a paciência que nós temos em relação à negação da ciência, à negação da pandemia, e também à pandemia de fake news, que é pior ainda do que a pandemia [da covid-19] que estamos vivendo”, disse Maurício ao Portal Uol.

Ele enfatizou ainda que a resposta teve a intensão de lutar pela ciência e não de defender uma vacina específica.

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Maurício é chefe do laboratório de virologia da Famerp, onde atua como doutor em microbiologia e coordena os estudos de diferentes vacinas contra o coronavírus na cidade de São José do Rio Preto: entre elas, a da farmacêutica belga Janssen e a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

“Eu vou em um lugar e a minha opinião sobre o assunto vale tanto quanto a de outra pessoa completamente sem formação. Eu posso ficar o resto do dia discutindo com essa pessoa, com embasamento técnico, mas a qualificação não vale mais nada. Opinião agora é que vale. O ‘tiozão do zap’ [é que] manda, tem mais representatividade do que as pessoas formadas”, desabafou o pesquisador.

“Então, no fim das contas, não adianta ter a minha qualificação toda. Eu tenho que falar mais alto? Pois é, falei mais alto”, completou.

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 A resposta acabou viralizando nas redes sociais. Maurício explicou que estava no intervalo para o almoço, quando resolveu abrir o Facebook, a fim de encontrar algo para entretê-lo.

“Enquanto eu esperava, abri o Facebook para passar o olho, ver se achava alguma coisa para dar uma risada. Então eu vejo aquela postagem. E ali foi uma resposta que não veio do cérebro, ela veio do fígado. Respondi e esqueci completamente, jamais imaginei que alguém ia perceber”, explicou o pesquisador ao Uol.

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