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Manifestante é atingido por bala de borracha da PM, em protesto contra empresa de gado

Grupo pedia melhorias no sistema de esgoto da Minerva Foods, já que fezes e urina de gado estariam sendo despejados nas ruas 

Redação Jornal de Brasília

28/11/2019 13h49

Da redação
redacao@grupojbr.com

Moradores interditaram o trecho de uma rodovia, em frente a uma fazenda da empresa Minerva Foods nesta quarta-feira (27). De acordo com a polícia, o grupo pedia melhorias no sistema de esgoto da empresa, já que fezes e urina de gado estariam sendo despejados na rua. Um manifestante foi atingido por bala de borracha disparada pela PM durante o ato. 

Em nota, a Minerva Foods disse que respeitava o direito de livre manifestação e afirmou que o incidente com o manifestante não tem relação com a empresa. A Minerva Foods era a proprietária dos cinco mil bois, que estavam dentro do navio haidar que naufragou em Vila do Conde, em Barcarena, em outubro de 2015.

A interdição durou das 5h às 11h30. A Polícia Militar informou que, durante a negociação, entre os manifestantes e uma equipe do Batalhão de Polícia Rodoviário (BPRV), houve um princípio de confronto na hora de tentar um acordo pela liberação parcial da via, quando segundo a PM foram feitos dois disparos de munição de elastômero para dispersar a multidão.

O manifestante atingido foi identificado como Cleonildo da Conceição Cardoso, de 21 anos. Ele foi atingido na região do abdômen e, segundo laudo médico, o ferimento foi superficial, não atingido estruturas internas. Cleonildo recebeu atendimento médico e, logo em seguida, alta, segundo a PM.

Familiares de Cleonildo Cardoso disseram que ele foi submetido a um exame avaliativo para ver se a bala estava alojada e recebeu pontos na região atingida, antes de entrar em observação. O caso ocorreu em Igarapé-Miri-PA.

A Polícia informou que, após a liberação da via, as equipes policiais seguiram para a delegacia de Polícia Civil de Igarapé-Miri para registrar boletim de ocorrência. Segundo a PM, os manifestantes tentaram agredir os policiais. Já alguns manifestantes negaram que o grupo tenha investido em qualquer tipo de agressão contra os policiais.

Sobre as denúncias de contaminação ambiental, a empresa disse que atua “sob as melhores práticas de responsabilidade socioambiental, sempre respeitando a legislação vigente e em colaboração permanente com órgãos de controle ambiental e social”.

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