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Jovem denuncia médico por importunação sexual; acusado é investigado por outras três denúncias

Suspeito teria colocado a mão da vítima sobre a calça dele durante consulta oftalmológica

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Foto: Arquivo pessoal
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Uma jovem, de 27 anos, denunciou um médico por importunação sexual. O suspeito teria colocado a mão da vítima sobre a calça dele durante uma consulta oftalmológica. O profissional atuava no Hospital dos Olhos de São Paulo e já havia sido denunciado outras duas vezes em São Vincente-SP, por uma recepcionista e uma vendedora que estavam com suspeita de Covid-19. O Portal G1 apurou o caso.

Os primeiros dois casos de assédio teriam ocorrido no Centro de Controle do Coronavírus de São Vicente. Todas as três mulheres relataram que o suspeito agia da mesma forma. Inicialmente, ele afirmada que elas estavam “estressadas” e que precisavam “dar uma relaxada.”

O caso denunciado pela jovem de 27 anos ocorreu na última segunda-feira (5). A representante comercial Angélica Santos relatou ao Portal G1 que foi até o Hospital dos Olhos para acompanhar o pai em uma consulta, já que ele é idoso. O plano de Angélica não é conveniado com a clínica, no entanto, o médico propôs que ela realizasse o exame na unidade mesmo assim. Na sequência, o acusado falou para angélica sentar em uma cadeira para que ele verificasse qual seria o grau dela.

A representante comercial fez o exame e o médico recomendou que ela retornasse à clínica para a realização de um exame específico. Ele afirmou que queria verificar as taxas hormonais da paciente. Angélica havia tido uma filha há dois anos e, de acordo com o médico, isso poderia influenciar no aumento do grau dela.

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A consulta foi marcada para a segunda-feira (5). Angélica compareceu na unidade com a filha de dois anos. Durante a consulta, o suspeito teria pedido para que a paciente tirasse a máscara de proteção para a realização de um novo exame de vista. A vítima informou que o procedimento específico, de verificação hormonal, não teria sido realizado.

Durante a realização do exame de vista, ele afirmou que a vítima estaria com uma alergia e falou que ela “precisava desestressar”. Em seguida, o acusado questionou se a jovem era casada e sobre o pai da filha dela.

“Em seguida, ele começou a perguntar o que faltava em mim. Se era coragem, vontade ou oportunidade. Me perguntou várias vezes, só que eu não sabia o que responder, fiquei sem reação. Sempre falava que não sabia. Depois ele perguntou: ‘Se fosse agora, o que você faria para desestressar?’ Ainda falei que não faria nada”, relatou Angélica ao Portal G1.

Desconfortável com a situação, a jovem foi pegar a receita do medicamento para que pudesse sair do consultório. No entanto, o médico foi em direção à vítima quando ela se levantou para sair e começou a abraçá-la. Na sequência, o homem ainda teria beijado Angélica a força. Ela então o empurrou e deu um passo para trás. Foi quando o suspeito teria pegado a mão da vítima e colocado sobre a calça dele.

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Após conseguir se soltar, Angélica e a filha saíram rapidamente do consultório. Ela contou que não conseguiu gritar. Após chegar em casa, ela descobriu que o médico possuía outras duas denúncias de assédio movidas contra ele. As vítimas Vivian Herculano Salvatore e Jocimari Fonseca relataram casos semelhantes ao que Angélica havia passado.

Com isso, a representante comercial decidiu fazer a denúncia. O caso foi registrado como importunação sexual na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Sul, em São Paulo. O médico foi afastado de suas funções até a conclusão do caso. O crime de importunação sexual tem pena prevista de 1 a 5 anos de prisão.




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