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Homem é preso suspeito de agredir modelo transexual no Rio

Nesta quinta-feira (20), a modelo deve ir à delegacia para fazer o reconhecimento do agressor, que também será ouvido pela polícia

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Waleska Borges
Rio de Janeiro, RJ

Um homem foi preso na noite desta quarta-feira (19) suspeito de espancar a modelo transexual Alice Felis, 25, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, no último fim de semana. A vítima teve mandíbula, nariz e cinco dentes quebrados durante o espancamento.

Ele estava foragido. A advogada da modelo, Fêh Oliveira, diz acreditar que o crime tenha motivação de transfobia. De acordo com ela, o agressor xingava Alice de “traveco” durante o espancamento. A modelo foi esmurrada e jogada no chão, além de ter o rosto esfregado na parede.

O suspeito foi capturado em um dos acessos ao morro Pavão-Pavãozinho, também em Copacabana, e levado para a 13ª DP (Ipanema), que investiga o caso.

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“Tivemos a informação de que ele estava escondido no Pavão-Pavãozinho. Fomos até a entrada da comunidade para nos encontrar com a família. Depois de algumas horas de negociação, ele se entregou”, contou a delegada Bianca Lima.

Nesta quinta-feira (20), a modelo deve ir à delegacia para fazer o reconhecimento do agressor, que também será ouvido pela polícia. A delegada informou que ainda aguarda resultados de laudos periciais feitos na modelo.

O suspeito foi reconhecido por Alice com ajuda de fotografias fornecidas pela delegacia. Ele deve responder por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). A polícia não detalhou o que foi roubado, mas a defesa da modelo disse que o suspeito levou da casa dela R$ 3.600 em dinheiro e o chip do celular dela.

“Ele tem mais de 20 antecedentes criminais por fatos como homicídio, tráfico, roubo e porte ilegal de arma de fogo. A maioria enquanto ainda era adolescente”, disse a delegada.

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Via advogada, a modelo diz esperar que o caso não fique impune. Alice é de Vitória, no Espírito Santo, e está no Rio há cerca de cinco anos.

Segundo relato da advogada, a vítima conheceu o rapaz, na noite do último sábado, quando esteve em um bar na Rua Miguel Lemos, em Copacabana, para comprar uma cerveja. “Ela viu o rapaz no bar. Eles trocaram olhares. Quando estava indo embora, ele foi até ela, perguntando onde ela morava e se ofereceu para ir lá ficar com ela”, contou a advogada.

No apartamento, segundo a defesa da modelo, Alice e o rapaz beberam a cerveja, ele consumiu cocaína que o próprio tinha trazido e, depois de uma massagem nela, as agressões começaram. “Ele chegou a ir até a cozinha e pegar uma faca. Ele a ameaçou de morte”, diz a advogada.

A modelo foi agredida até ficar desacordada. Quando acordou, cerca de duas horas depois, Alice pediu socorro aos vizinhos. A vítima foi atendida no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio.

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“Ela está muito abalada. Tem medo de andar na rua e o agressor fazer alguma coisa com ela. Está pensando em sair do Rio e até do Brasil. Ainda estamos avaliando se vamos pedir às autoridades a sua inserção em programas de proteção”, informou a advogada, na tarde desta quarta-feira (19), antes de o suspeito ser preso.

A repercussão do caso chegou a mobilizar famosos, como Pabllo Vitar e Preta Gil, que se solidarizaram com o que aconteceu com a modelo. A cantora Marilia Mendonça também fez uma publicação no Instagram: “História brutal. Sem escrúpulos nenhum”.

Foi criada uma vaquinha online para ajudar Alice retomar sua a vida. Até a publicação da reportagem, a campanha já havia arrecadado mais de R$ 161 mil. A meta era R$ 140 mil.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do suspeito. Ele ainda seria ouvido pela polícia.

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As informações são da FolhaPress




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