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Homem é condenado a pagar R$ 12 mil por ato racista: “Não quero preto na minha obra”, disse

A vítima, servente de obras, sofreu racismo por duas vezes, mas se calou porque precisava do emprego

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução/TV
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Da redação
redacao@grupojbr.com

Um encarregado de obra foi condenado a pagar R$ 12 mil por ter cometido racismo contra um servente. Na ocasião, Floriano Fernandes de Morais mandou Juarez Ferreira Duarte ir embora da construção. “Não quero preto na minha obra”, disse.

O crime aconteceu no ano passado, em uma obra em Ipameri-GO. O servente sofreu racismo por duas vezes, mas se calou porque precisava do emprego, conforme relata o processo.  Depois, decidiu registrar um boletim de ocorrência.

O advogado de defesa da vítima, Moisés Elias, ressaltou que Juarez “teve que ser demitido da empresa, onde ficou desempregado por três meses, e logo fora chamado para trabalhar novamente pela construtora”, porém, em outra obra.

O advogado do réu, Leandro Vaz da Fonseca, disse em nota que a “sentença proferida vai totalmente contra as provas coletadas durante a fase de instrução processual, especialmente, por haver desconsiderado o fato de que as supostas ofensas alegadas pelo autor se deram em virtude de prévio desentendimento ocasionado por ele próprio”. A defesa alega ainda que a esposa do réu é negra, o que seria contraditório por parte do encarregado cometer atos de racismo.

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