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Escola anula prova após pais reclamarem de conteúdo político

Prova continha textos que citam Jair Bolsonaro e criticam governo do presidente

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Da redação
redacao@grupojbr.com

Uma escola recebeu reclamações por conta de uma prova que de acordo com os pais, continha conteúdo partidário. A prova era do 2º ano do ensino médio do Colégio Loyola, em Belo Horizonte-BH. A escola anulou o exame. As reações contrárias foram por conta de textos do ator e escritor Gregório Duvivier e do cientista político Mathias Alencastro, com críticas ao governo de Jair Bolsonaro. 

Os textos estavam em uma prova de Língua Português, aplicada na última segunda-feira (7). A anulação da prova ocorreu no mesmo momento em que a Câmara Municipal de Belo Horizonte vive dias agitados com tramitação de projeto de lei conhecido como Escola Sem Partido, que proíbe professores de darem opiniões e visões políticas em sala de aula. 

A prova elaborada pelo colégio não pedia que alunos opinassem sobre os textos, mas que respondessem a questões fechadas relacionadas à língua portuguesa. No artigo que consta no teste, o autor Gregório Duvivier aponta que o governo é um “gatilho poderoso para depressão” e que o presidente “parece eleito pela indústria farmacêutica para vender antidepressivo”. Já o texto de Mathias Alencastro abordou a participação de Bolsonaro na Conferência da ONU e criticou a política ambiental do presidente. 

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Uma mãe escreveu uma carta à direção para demonstrar a indignação. Nela, questiona o apartidarismo da instituição. “Se os alunos tiverem que ter contato com o âmbito político, que tenham a partir de várias fontes. Que tenha um escritor de direita também”, escreveu. 

Em comunicado enviado aos pais e alunos, o diretor do colégio, Juliano Oliveira, informa que a avaliação foi anulada e que a escola está levantando informações sobre  o contexto da aplicação do exame para tomar as devidas providências. 

Ainda de acordo com o diretor, o trabalho da escola tem como diretriz o documento “Abordagem de Temas Transversais para formação integral inaciana na escola básica”. “Esse documento tem como objetivo nortear o trato adequado de conteúdos em sala de aula, resguardando a qualidade acadêmico-pedagógica para além de qualquer posicionamento político ou ideológico”, explicou para o jornal Estado de Minas.


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