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Empresária investigada por tortura e morte de animais não é presa devido a lacuna na legislação

Suspeita é acusada de produzir e vender vídeos com maus-tratos a coelhos e pintinhos para compradores no exterior

João Victor Rodrigues

29/05/2026 7h56

Foto: reprodução

A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida foi alvo de uma operação policial nesta quinta-feira (28), em São Paulo, suspeita de gravar e comercializar vídeos que mostram a tortura e a morte de coelhos e pintinhos. Apesar das evidências reunidas durante a investigação, a mulher não permaneceu presa, segundo a Polícia Civil, devido a limitações previstas na legislação brasileira sobre maus-tratos a animais.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido em um imóvel localizado no bairro Bela Vista, na região central da capital paulista. De acordo com os investigadores, a suspeita produzia gravações nas quais os animais eram submetidos a agressões extremas e posteriormente comercializava o conteúdo pela internet para clientes de países europeus. Os vídeos teriam sido negociados em plataformas de comunicação online por valores que variavam entre 20 e 50 euros.

As apurações apontam que Daiana foi identificada por características físicas visíveis nas gravações, incluindo uma tatuagem. Durante a operação, policiais apreenderam os sapatos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados nos registros dos maus-tratos. O material recolhido será submetido à perícia e integra o conjunto de provas reunidas no inquérito.

Segundo a Polícia Civil, a impossibilidade de prisão está relacionada à chamada Lei Sansão, que aumentou as penas para maus-tratos praticados contra cães e gatos, mas não contempla outros animais, como coelhos e aves. O caso reacendeu discussões sobre a abrangência da legislação de proteção animal e segue sob investigação para apuração das responsabilidades criminais da suspeita.

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