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Dezessete pescadores desaparecidos após naufrágio no Ártico russo

Entre a tempestade, fortes ventos e temperaturas que oscilam entre -30ºC e -20ºC na zona do naufrágio

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Dezessete pessoas foram declaradas desaparecidas após o naufrágio, nesta segunda-feira (28), de um barco de pesca no Ártico russo, com poucas esperanças de serem encontrados com vida em condições meteorológicas extremas nesta região inóspita e de difícil acesso.

De acordo com o Ministério de Situações de Emergência, a embarcação “Onega”, com base em Murmansk, grande porto do Ártico russo, emitiu pedidos de socorro ao amanhecer antes de naufragar no arquipélago de Novaya Zemlya, no mar de Barents, onde pescava em plena tempestade.

“A tripulação tem 19 pessoas. Duas pessoas foram resgatadas”, afirmou o Ministério, citado pela agência pública de notícias TASS.

Entre a tempestade, fortes ventos e temperaturas que oscilam entre -30ºC e -20ºC na zona do naufrágio, a probabilidade de sobrevivência dos desaparecidos é mínima.

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“Há uma forte tempestade de neve, ondas de quatro metros e temperaturas de -25ºC a -20ºC”, disse à AFP Alexei Barinov, porta-voz do ministério das Situações de Emergência em Murmansk.

As condições difíceis impossibilitam o uso da aviação nas operações de resgate.

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Um barco participa das operações de busca, e três seguem para o local do acidente, mas devem demorar de três a seis horas, segundo as autoridades, que atribuíram a causa do naufrágio ao gelo acumulado na embarcação pelas águas geladas.

“Praticamente não há nenhuma chance de resistir em tais condições, mesmo com trajes de proteção”, disse uma fonte consultada pela agência Interfax sobre os náufragos.

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A mesma fonte afirmou que os dois pescadores resgatados não correm perigo.

“Segundo as informações preliminares, não há sobreviventes, exceto os dois resgatados. O navio, coberto de gelo, afundou instantaneamente durante uma tempestade, o que não deixa quase nenhuma possibilidade de sobrevivência na água gelada”, declarou à agência TASS.

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O primeiro-ministro russo, Mijáil Mishustin, apresentou suas condolências aos familiares dos marinheiros e ordenou ao governo que prestasse o apoio necessário, mencionando uma “tragédia” e confirmando que “pessoas morreram”.

– Arrastados para o mar –

Outra fonte afirmou que os marinheiros estavam com trajes especiais, mas não tiveram tempo de recorrer ao equipamento de sobrevivência, porque o naufrágio aconteceu de maneira muito rápida, “no momento em que a tripulação levantou a rede de pesca”.

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“As pessoas foram literalmente arrastadas do barco para o mar”, disse a fonte.

De acordo com as autoridades regionais, o “Onega” pertence à empresa de pesca Kalinin, que em seu site oficial afirma ser “uma dos principais exportadoras de produtos de pesca da Rússia”.

Em janeiro de 2018, um barco de pesca russo com 21 pessoas a bordo naufragou no mar do Japão. Nenhum sobrevivente foi encontrado após cinco dias de buscas.

Em abril de 2015, outro naufrágio na mesma região deixou 56 mortos.

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No mar de Barents, 14 oficiais russos morreram em julho de 2019 no incêndio de um submarino, um acidente que não teve as circunstâncias reveladas pelo governo em nome do “segredo de Estado”.

A Rússia tem grandes ambições no Ártico, onde espera virar a maior potência econômica e militar, aproveitando o aquecimento global e o degelo que devem proporcionar novas rotas comerciais.

As empresas russas também exploram reservas de petróleo e gás, de carvão e de minerais preciosos na região.

© Agence France-Presse




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