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“Desistir, nunca”, diz primeira mulher integrante da Companhia de Choque do Amapá

Ao fim do treinamento era possível ver marcas no rosto e cabelo recém raspado, que mostram as dificuldades enfrentadas no calor de 35ºC de Macapá

Aline Rocha

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Da Redação
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Oito anos após integrar a Polícia Militar (PM) do Amapá, Edlane Barreto, 35 anos, integrou a elite do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Ela é a primeira mulher a integrar a Companhia de Choque após 62 dias intensos de treinamentos físicos e psicológicos. A soldado desbancou outros 33 candidatos. 

Ao fim do treinamento, no último sábado (9), era possível ver marcas no rosto e cabelo recém raspado, que mostram as dificuldades enfrentadas no calor de 35ºC de Macapá. 

“Nunca pensei em desistir. Quando eu entrei, já pensava na formatura. Desistir nunca passou pela minha cabeça. Quando via meus colegas de farda saindo, era um incentivo para continuar. O Choque, pelas questões do treinamento, era como se fosse uma muralha para mim. É algo inexplicável, foi um sonho realizado. Houve essa oportunidade e consegui realizar um projeto pessoal”, conta Edlane. 

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Foram 46 participantes que iniciaram o treinamento e, desses, 13 chegaram ao final, sendo 12 homens e Edlane. A militar ainda está na vanguarda por ser a primeira a terminar um curso misto, composto por homens e mulheres. Nesse tipo de treinamento, não existe diferença de tratamento por conta do gênero. Todos são submetidos às mesmas dificuldades.

“Na reta final do curso foi o momento mais difícil pelo desgaste físico. O corpo já estava bastante exausto e fraco pelos treinamentos. O curso era justamente para passar para essas dificuldades. Quando eu me inscrevi e iniciei, recebi muitas mensagens, até de pessoas que não conhecia, dizendo para não desistir. Tenho um filho de 12 anos e busquei ainda dar um exemplo de mulher guerreira da minha maneira. Ele e minha família eram o que me dava forças todos os dias para não desistir”, relembra.

 




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