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Cerca de 8 peças de carne foram descartadas após larvas serem achadas em litoral de SP

As peças de carne foram inutilizadas depois que Kelly Beck retornou ao mercado para ser ressarcida pela carne com larvas que havia comprado

Redação Jornal de Brasília

14/07/2022 8h08

Foto: Kelly Beck Tofteraa/Arquivo Pessoal

Ao menos oito peças de carnes à vácuo foram inutilizadas com cloro em um mercado no Centro de Itanhaém, no litoral de São Paulo. As peças de carne foram inutilizadas depois que a auxiliar de enfermagem Kelly Beck Tofteraa, de 36 anos, retornou ao mercado para ser ressarcida pela carne com larvas que havia comprado no local.

De acordo com o coordenador do curso de Nutrição da UniSantos, Cesar de Azevedo, ao considerar que cada pacote pesa em média um quilo, pode-se dizer que 80 pessoas poderiam ter consumido o alimento descartado, caso fosse comprovada a boa condição para tal fim.

Embora a quantidade exata de carne descartada não seja conhecida, porque os números não foram divulgados pelo mercado ou vigilância sanitária de Itanhaém, o coordenador fez a conta com base nas oito peças abertas e banhadas por cloro. Segundo Azevedo, que cada pacote tivesse 1 kg, este poderia alimentar 10 pessoas.

De acordo com o nutricionista, a quantidade necessária de carne por dia é 200g, mas não necessariamente precisa ser carne bovina, que pode ser consumida de 3 a 4 vezes por semana, variando com outras carnes como porco, frango e peixe.

O especialista explicou que carne é uma excelente fonte de proteínas e fornecem matéria-prima para reconstrução dos nossos órgãos, da manutenção e da estrutura física na constituição de enzimas e várias substâncias essenciais ao nosso organismo.

O coordenador do Procon Regional de Santos, Fabiano Mariano, participou da fiscalização no estabelecimento, na quarta-feira, 13, onde duas irregularidades relacionadas à ausência de preço e produtos fora do prazo de validade foram encontradas no mercado, e disse que desconhece os procedimentos realizados pela Vigilância Sanitária, porém a questão da carne compete ao órgão atestar eventuais irregularidades.

Segundo a Vigilância Sanitária, por meio da prefeitura de Itanhaém, nenhuma irregularidade foi encontrada no estabelecimento durante a fiscalização. O órgão informou que o mercado faz descarte de produtos diariamente, isso não é verificado pela Vigilância e entra no registro de quebra do mercado.

Ainda de acordo com o órgão, o estabelecimento tem sua cota de descarte por vencimento e por deterioração diária e o que não pode é colocar esses produtos fora da validade para venda.

O Extra informou que os apontamentos feitos pelo Procon, e sinalizados em auto de constatação, foram imediatamente resolvidos: o item vencido foi descartado sendo colocado etiquetas de preço nos produtos sinalizados. Esses casos foram isolados e não estão em linha com as diretrizes da companhia; os colaboradores foram reorientados.

A rede ressaltou, ainda, que, durante a visita técnica, as áreas internas da loja foram inspecionadas, incluindo depósito, câmaras frias e áreas de perecíveis, e todos os pontos auditados estavam em conformidade.

Entenda o caso

Kelly Beck Tofteraa teve uma surpresa desagradável ao encontrar larvas de moscas em uma peça de carne comprada embalada à vácuo no Mercado Extra, no Centro, em Itanhaém. Ela relatou que antes de perceber os bichos, ela já havia trocado uma peça de carne que estava com cheiro podre. O mercado informou ter trocado o produto imediatamente, e que o item estava dentro da validade.

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