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Casal é preso ao matar os próprios filhos por atrapalharem no tráfico

Segundo a polícia, o casal consumia e vendia drogas em várias partes da cidade e não queria ter a obrigação de cuidar das vítimas

Marcus Eduardo Pereira

18/11/2019 19h55

Foto: Divulgação/PCDF

Da Redação
redacao@grupojbr.com

Foi decretada a prisão temporária do casal Juciara Soares dos Santos, 38; e Luciano de Oliveira, de 35 anos, suspeitos da morte dos filhos Mikael Allan dos Santos, de seis anos, e Sara Yasmin dos Santos Gomes, de 10. Os corpos das crianças foram encontrads em um lago no bairro Santa Maria, na região sul de Aracaju.

Os suspeitos foram detidos pela polícia civil do estado nesta segunda-feira (18). a mulher confessou o crime.

Os corpos foram encontrados por moradores da região no último dia 8. Um dia após o suposto desaparecimento, o casal relatou o sumiço as autoridades. Juciara chegou a afirmar que havia dado dinheiro para que os irmãos fossem até uma mercearia perto da casa onde viviam, mas que eles não haviam retornado. Posteriormente, ela confessou.


Em depoimento, a mulher disse que “viu quando o marido levou os corpos para o lago e ouviu quando os filhos pediram socorro, mas não fez nada para impedir o assassinato”.

O Departamento de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações, não descarta a participação de outras pessoas no crime.

Segundo as autoridades, o laudo do IML confirmou que as crianças morreram por “politraumatismo e traumatismo de crânio encefálico causado por um objeto contundente”, antes de serem jogadas no lago.

Em relação às crianças, o conselho tutelar já havia recebido denúncias anônimas sobre maus tratos.

O casal vivia junto há cerca de dois meses. Juciara conheceu Luciano na prisão, onde ele cumpriu pena por cerca de dez meses. Segundo a polícia, ele cumpria pena pelos crimes de roubo e também tráfico de drogas. Os dois foram morar juntos após ele receber a liberdade condicional.

Segundo a polícia, o casal consumia e vendia drogas em várias partes da cidade e não queria ter a obrigação de cuidar das vítimas.

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