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Casal e filho são encontrados mortos dentro de apartamento em Curitiba

Delegado responsável pelo caso afirmou que duas armas brancas, uma faca e um punhal, foram encontrados na casa

Redação Jornal de Brasília

26/08/2026 16h37

casal e filho encontrados mortos em curitiba

Foto: João Frigério

CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS

Um casal e o filho deles de 23 anos foram encontrados mortos nesta terça-feira (25) dentro do apartamento onde moravam no bairro Água Verde, em Curitiba.

A Polícia Civil do Paraná informou que diligências estão em andamento para tentar esclarecer as circunstâncias das mortes.

Os três são o engenheiro civil Marcos Alberto Furuyama, 58, a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, 57, e o estudante universitário Rafael Furuyama, 23.

Em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (26), o delegado Ivo Viana afirmou que duas armas brancas, uma faca e um punhal, foram encontrados na casa. Ele também disse que não havia sinais de invasão do imóvel.

Segundo o investigador, o apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro, depois de relatos de moradores que estranharam o sumiço da família e acionaram a Polícia Militar, por volta das 15h30.

“Os vizinhos não detectaram nenhuma outra anormalidade, entrada e saída de pessoas estranhas, por exemplo. Não teria tido gritaria nem pedido de socorro”, disse Viana.

Imagens de câmeras de monitoramento ainda serão analisadas para tentar descobrir qual foi a última vez que algum integrante da família foi visto fora do apartamento.

“Tem uma amiga da Claudia que disse ter mantido contato com ela pelo celular no domingo. Ninguém trouxe informação [sobre eventual contato] na segunda-feira. Mas isso, por enquanto, está limitado às pessoas com quem a gente conseguiu conversar informalmente”, explicou o delegado, que deve conduzir oitivas na tarde desta quarta.

O investigador também tenta ouvir familiares do casal que vivem no interior de São Paulo.

‘É importante ouvir pessoas próximas para entender o contexto. Se tinha ou não algum problema, algum atrito familiar”, disse o delegado, que também confirmou que o imóvel onde os três moravam havia sido leiloado judicialmente. “Um oficial de Justiça já teria ido lá fazer a notificação.”

No final de julho, o arrematante do imóvel, localizado em um bairro de classe média, obteve uma decisão judicial que obrigava a família a fazer a “desocupação voluntária no prazo de quinze dias, sob pena de cumprimento forçado”.

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