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Banco é condenado a pagar R$ 100 mil a funcionário que foi demitido por ter HIV

Defesa afirma que o cliente foi readmitido na empresa, mas ocupando um cargo de menores aprendizes e estagiários

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Da redação
redacao@grupojbr.com

O Banco Bradesco foi condenado a pagar R$ 100 mil em danos morais a um funcionário demitido de uma agência, pois a Justiça entendeu que o jovem foi dispensado por ter HIV. Conforme a decisão, o trabalhador foi readmitido. Porém, segundo a defesa, ele não deixou de ser vítima de discriminação. 

A agência fica em Mineiros-GO. Em nota, a empresa disse que o assunto está sob judice e o banco não irá comentar. 

Na primeira decisão, em maio de 2018, houve recursos das duas partes e, após última audiência como tentativa de conciliação, que aconteceu nesta quarta-feira (9), o caso deve ser remetido à segunda instância. 

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O trabalhador, que tinha 24 anos na época que foi admitido, em 2016, trabalhou até a demissão, que ocorreu no dia 20 de dezembro de 2017. No mês de abril do ano seguinte, ele entrou com o processo e conseguiu a decisão favorável em maio de 2018. 

Desde então, o funcionário voltou ao trabalho, mas, segundo a defesa, foi “rebaixado” para uma função comum a jovens aprendizes e estagiários, sendo que era contratado como caixa e, inclusive, chegou a atuar como gerente. 

Depois de muitos recursos no processo, as partes passaram por uma audiência de conciliação, na qual não houve acordo. 

O caso segue para ser julgado em 2ª instância da Justiça do Trabalho. Com isso, o desembargador responsável deverá julgar se houve ou não discriminação pelo fato de o trabalhador ser soropositivo e se a pena do banco pode ser convertida em indenização.


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