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Tradição de Opala de pai para filho

Arquivo Geral

14/04/2014 9h00

Vestidos com os macacões apropriados e enfrentando o calor de 30 graus de ontem a tarde, pai e filho exibiam com orgulho os opalas da década de 1970 e a caravan da mesma época. Trazidas de Imbituva (PR) numa cegonha, eles não respeitaram os veículos “idosos” e os colocaram para correr os 402 metros da primeira etapa da Arrancada 2014, no Autódromo Internacional Nelson Piquet. Os carros ultrapassaram a marca dos 200 quilômetros por hora.

O filho, Cristian Cordeiro, entrou na onda das arrancadas no ano passado quando tinha 18. Inexperiente, mas com muitos projetos ambiciosos, ele diz que não vai largar o opala tão cedo. “O carro também faz parte da família, sem falar na beleza que ele tem”, gaba-se o piloto.

Disputa para valer

O laço familiar quem tem com o pai, Cristiano Júlio, existe até a hora em que entram no carro e colocam o capacete. Depois disso, ninguém consegue distinguir quem é quem.

“Não existe isso, não. Somos competitivos ao extremo e apostamos quem vai correr em menos tempo. No último evento que participamos, em Curitiba, mandei meu filho pisar fundo, pois eu não ia aliviar nem para ele”, lembra o pai. Em um canto, Cristian apenas sorria enquanto ouvia o pai.

O cara

Campeão brasileiro de arrancadas, o curitibano Roderjan Busato veio para Brasília exibir a potência do seu carro modificado, carinhosamente chamado de “Camaro”. Construído com peças dos Estados Unidos, mais uma estrutura em fibra de carbono, o veículo chama a atenção até dos desconcentrados e realmente lembra o automóvel da Chevrolet, embora não seja.

Com toda essa estrutura é óbvio que os números seriam assustadores. A bordo do “Camaro” vermelho, Roderjan percorreu os 402 metros em incríveis 6,1 segundos a mais de 400 km/h. “Parece que os olhos saem do corpo mesmo. Esse esporte é um vício”, afirma.

Boxe chique

O apego ao esporte é tão grande que Roderjan não hesita em investir. Um caminhão, faixas de isolamento e outro veículo – do sócio também apaixonado – enfeitavam o boxe. A movimentação do público era intensa. Todos queriam registrar em câmeras e celulares a luxuosidade dos carros.

Somente importados que nada

No meio de tanto luxo e ostentação, os “menos favorecidos” também têm o seu espaço e recebem o carinho do público – ontem, 1.500 pessoas marcaram presença na Arrancada.

Quem olha de fora, pensa que o gol geração quatro de Francisco Marques, mais conhecido como Nenem, é igual a qualquer outro. Mas basta olhar o interior do veículo e verificar o motor para perceber que o golzinho é mais potente do que se imagina.

Cadê mecânico?

Para transformá-lo nesta máquina toda, Nenem investiu mais de R$ 80 mil reais. O dinheiro gasto rendeu-lhe o título de campeão do Centro-Oeste, quando fez 402 metros em 11,08 segundos a 248 km/h.

“É muito dinheiro para manter a paixão. Mas o mais complicado principalmente aqui em Brasília, é conseguir a tal da mão de obra especializada”, destaca.

De acordo com ele, o DF dispõe de pouquíssimos mecânicos e a procura por eles é intensa. “A minha sorte é que um deles trabalha comigo (risos)”, gaba-se o brasiliense. 

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