A duas rodadas do fim da primeira fase da Superliga Feminina, as oito equipes garantidas nos playoffs ainda seguem brigando por uma posição melhor. Líder absoluto e isolado, o Osasco tem a posição confortável. Ao contrário do time paulista, Campinas e Unilever/Rio de Janeiro se engalfinham para buscar a segunda colocação.
Oito vezes campeão do torneio – o último título foi conquistado na temporada passada – e um dos favoritos a levar o troféu, o Rio de Janeiro segue abaixo do esperado. A equipe do técnico Bernardinho ocupa a terceira posição, com 56 pontos, atrás do invicto Osasco e do Campinas, respectivamente.
Com dois pontos de desvantagem para o segundo lugar, hoje, às 19h30, o Rio pode “usar” o rival Barueri – nono colocado e sem chances de classificação – como trampolim para reaver a vice-liderança. No mesmo horário, o Campinas enfrenta o também eliminado Araraquara.
Arquibancada de ouro
Sem chances de alcançar o Osasco, o técnico campinense, José Roberto, usará a força da torcida ao menos para manter a sua posição.
“Seguimos trabalhando muito, sempre focando na evolução de todos os fundamentos visando as fases finais. A torcida tem sido um diferencial a nosso favor durante todo o campeonato”, disse o comandante ao site oficial da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
Alfinetando o seu adversário direto, o treinador recorda da força da arquibancada – essencial para a vitória em cima do Rio, por 3 sets a 2 -, na última sexta-feira. “Como esperávamos, não foi diferente diante do Unilever. Tenho certeza que será assim contra o Uniara e também nos jogos dos playoffs aqui”, acredita José Roberto.
Terça-feira cheia
Além dos confrontos do Campinas e Rio de Janeiro, outros quatro preencherão a lacuna da penúltima rodada: Às 19h30, o Uberlândia (MG) receberá o São Bernardo (SP), em Minas Gerais. No mesmo horário o Pinheiros (SP) e o São Caetano (SP) jogam e São Paulo; Minas (MG), por sua vez recebe o Rio do Sul (SC), em Belo Horizonte. O último confronto da rodada é um pouco mais tarde, às 20h, entre Maranhão Vôlei e Sesi-SP.
Jogo bom no masculino
Mais “adiantado” do que a Superliga Feminina, a masculina está praticamente da reta final. Disputando a segunda rodada das quartas de final, Rio de Janeiro e Minas duelam hoje, às 21h30, na melhor de três que garante vaga na próxima fase da competição.
Com o bloqueio do central Ualas – eleito o segundo melhor no fundamento na fase classificatória – o Rio busca a vitória engasgada. No primeiro jogo, o time carioca perdeu por 3 sets a 0 para o Minas e hoje conta com o fator casa para tirar o peso da consciência.
“O nosso time é novo, o grupo atual está jogando junto desde janeiro, e isso pesa na hora da decisão. Às vezes não temos maturidade para administrar situações adversas. Estamos nos adaptando e ainda temos chances de seguir na competição”, acredita Ualas, em entrevista à CBV.
Também central e autor de 800 pontos de bloqueio na história da competição, Henrique, do Minas, sabe que a força de Ualas pode surpreender até mesmo a sua equipe.
“É um jogador com boa visão de bloqueio e forte no saque. A gente se cruza muito ali na rede”, destaca o atleta.