A Mercedes anunciou nesta terça-feira que o chefe Ross Brawn a representará no Tribunal Internacional da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Paris, em julgamento programado para quinta-feira. A escuderia é investigada por ter realizado testes secretos com a Pirelli, supostamente infringindo o regulamento da Fórmula 1.
Durante o final de semana do GP de Mônaco, Red Bull e Ferrari revelaram que a Mercedes havia andado aproximadamente 1000 km com pneus da Pirelli após a etapa espanhola da F-1.
Como utilizou o carro de 2013 e seus pilotos titulares, o ato repercutiu negativamente e foi considerado irregular por outras equipes e passou a ser investigado pela FIA . O fato de Nico Rosberg e Lewis Hamilton terem usado capacetes anônimos reforça a hipótese.
A entidade máxima do automobilismo não permite testes dessa natureza apenas com bólidos do ano atual ou anterior. Apesar disso, contrato da fornecedora italiana com a FIA permite que ela realize 1000 km de atividades com qualquer equipe, desde que a oportunidade seja oferecida a todas as outras, o que não aconteceu.
Apesar de Pirelli e Mercedes alegarem inocência, Ross Brawn recentemente assumiu a responsabilidade pelo caso, alegando ter sido ele quem decidiu pela realização dos testes. Em Paris, ele não terá a companhia do diretor de competições do time, Toto Wolff, e o chefe supervisor, Niki Lauda.