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Presidente da CBRu cita projeto do vôlei e crê em fórmula vencedora

Arquivo Geral

19/04/2013 19h30

Desde 2010, quando foi fundada a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu), a fornecedora de materiais esportivos da Seleção Brasileira da modalidade tem propagado a mensagem “Isso ainda vai ser grande no Brasil” em suas campanhas de marketing. Seguindo a mesma linha de raciocínio do patrocinador, o presidente da entidade, Sami Arap, crê em fórmula vencedora do esporte e compara o projeto da entidade ao promovido por Carlos Arthur Nuzman à frente do vôlei brasileiro.

 

“Eu não poderia estar mais feliz com o desempenho que estamos alcançando, dentro e fora de campo. Nós nascemos em janeiro de 2010 de um pedaço de papel já com uma responsabilidade brutal, que era assumir uma modalidade olímpica. Ao longo desses três anos, tivemos que tomar decisões e não conseguimos agradar a gregos e troianos. Mas tínhamos certeza absoluta que, se bem executado, este planejamento traria os frutos que estamos colhendo”, exalta Arap.

 

A satisfação com o momento que vive o rúgbi brasileiro, no entanto, é só parte do processo de crescimento planejado pelo dirigente e a CBRu. Segundo ele, o grande objetivo da entidade é levar o esporte ao ranking das principais competições do mundo. Este processo, no entanto, não deve ter resultados imediatos.

 

“Ainda é pouco. Há muito a se fazer para levar o Brasil ao primeiro escalão, mas isso leva tempo e precisa dinheiro. Para se construir um medalhista ou campeão olímpico e mundial é necessário um alto custo de rendimento”, diz, comparando o projeto do rúgbi a outro esporte coletivo do país. “O trabalho de 20 anos é estratégico, é único no país. Só houve planejamento parecido na história do esporte brasileiro com o vôlei nas mãos do Carlos Arthur Nuzman”, completa.

 

Ex-atleta de vôlei, Nuzman presidiu a CBV entre 1975 e 1996. No período, liderou revolução no esporte, atraindo patrocínios públicos e privados, montou competições nacionais de alto nível e aumentou o número de praticantes no Brasil. Como resultado, a modalidade é hoje a segunda mais popular do país e conquistou 20 medalhas nas últimas oito edições dos Jogos Olímpicos. Hoje, o dirigente preside o Comitê Olímpico Brasileiro.

 

“O vôlei só é o que é hoje porque ele ainda entre os anos 70 e 80 tirou o esporte das ruas e levou para as quadras. Depois de 20 anos, eles foram medalhistas olímpicos. Esse é o nosso plano: fazer projeto similar de alto rendimento e do desenvolvimento de talentos. Queremos um grande projeto de desenvolvimento para construir os atletas da Seleção Brasileira desde os 14 anos, fazê-los crescer até chegar à equipe principal”, revela Arap.

 

Segundo o dirigente, o rúgbi tem todos os requesitos necessários para realmente tornar-se grande no Brasil. “É uma fórmula vencedora, no esporte e na educação. O modelo da CBRu é muito simples: montar um projeto de cidadania, melhores pessoas e mais educadas, que saibam trabalhar em grupo. É um projeto realmente de cidadania. Levar isso ao alto desempenho é com os jogadores, e os resultados vão aparecer. O Brasil é uma potência em esportes coletivos, um celeiro de atletas. A gente só precisava organizá-los”, conclui.

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    Presidente da CBRu cita projeto do vôlei e crê em fórmula vencedora

    Arquivo Geral

    19/04/2013 14h45

     

    Desde 2010, quando foi fundada a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu), a fornecedora de materiais esportivos da Seleção Brasileira da modalidade tem propagado a mensagem “Isso ainda vai ser grande no Brasil” em suas campanhas de marketing. Seguindo a mesma linha de raciocínio do patrocinador, o presidente da entidade, Sami Arap, crê em fórmula vencedora do esporte e compara o projeto da entidade ao promovido por Carlos Arthur Nuzman à frente do vôlei brasileiro.

     

    “Eu não poderia estar mais feliz com o desempenho que estamos alcançando, dentro e fora de campo. Nós nascemos em janeiro de 2010 de um pedaço de papel já com uma responsabilidade brutal, que era assumir uma modalidade olímpica. Ao longo desses três anos, tivemos que tomar decisões e não conseguimos agradar a gregos e troianos. Mas tínhamos certeza absoluta que, se bem executado, este planejamento traria os frutos que estamos colhendo”, exalta Arap.

     

    A satisfação com o momento que vive o rúgbi brasileiro, no entanto, é só parte do processo de crescimento planejado pelo dirigente e a CBRu. Segundo ele, o grande objetivo da entidade é levar o esporte ao ranking das principais competições do mundo. Este processo, no entanto, não deve ter resultados imediatos.

     

    “Ainda é pouco. Há muito a se fazer para levar o Brasil ao primeiro escalão, mas isso leva tempo e precisa dinheiro. Para se construir um medalhista ou campeão olímpico e mundial é necessário um alto custo de rendimento”, diz, comparando o projeto do rúgbi a outro esporte coletivo do país. “O trabalho de vinte anos é estratégico, é único no país. Só houve planejamento parecido na história do esporte brasileiro com o vôlei nas mãos do Carlos Arthur Nuzman”, completa.

     

    Ex-atleta de vôlei, Nuzman presidiu a CBV entre 1975 e 1996. No período, liderou revolução no esporte, atraindo patrocínios públicos e privados, montou competições nacionais de alto nível e aumentou o número de praticantes no Brasil. Como resultado, a modalidade é hoje a segunda mais popular do país e conquistou 20 medalhas nas últimas oito edições dos Jogos Olímpicos. Hoje, o dirigente preside o Comitê Olímpico Brasileiro.

     

    “O vôlei só é o que é hoje porque ele ainda entre os anos 70 e 80 tirou o esporte das ruas e levou para as quadras. Depois de 20 anos eles foram medalhistas olímpicos. Esse é o nosso plano: fazer projeto similar de alto rendimento e do desenvolvimento de talentos. Queremos um grande projeto de desenvolvimento para construir os atletas da Seleção Brasileira desde os 14 anos, fazê-los crescer até chegar à equipe principal”, revela Arap.

     

    Segundo ele, o rúgbi tem todos os requesitos necessários para realmente tornar-se grande no Brasil. “É uma fórmula vencedora, no esporte e na educação. O modelo da CBRu é muito simples: montar um projeto de cidadania, melhores pessoas e mais educadas, que saibam trabalhar em grupo. É um projeto realmente de cidadania. Levar isso ao alto desempenho é com os jogadores, e os resultados vão aparecer. O Brasil é uma potência em esportes coletivos, um celeiro de atletas. A gente só precisava organizá-los”, conclui.

     

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