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NBA: Eles aceitam… e o País?

Arquivo Geral

16/04/2014 7h10

O Brasil assistiu a um dos piores vexames da história do basquete no ano passado. Sem os principais jogadores do País, que alegaram diversos problemas pessoais para não atuar, o escrete canarinho se despediu da Copa América sem vencer um jogo sequer e, consequentemente, sem a vaga no Mundial.

Salvo pelo convite da Federação Internacional de Basquete (Fiba), em fevereiro deste ano, os dirigentes brasileiros iniciaram uma caça aos “foragidos”. Ontem, o técnico Rubén Magnano e o diretor técnico da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Vanderlei Mazzuchini, encerraram a série de visitas aos atletas que atuam na NBA que ficaram fora da Copa América.

De acordo com o Vanderlei, os encontros foram importantes na preparação para o Mundial, que será disputado na Espanha entre os dias 30 de agosto e 14 de setembro. 

A dúvida é como eles se encaixarão ao grupo que passou vergonha na competição classificatória do ano passado. Serão bem recebidos ou haverá as famosas e preocupantes “panelinhas”?

Dono de duras críticas aos atletas que solicitaram dispensa na época, o técnico Rubén Magnano crê que os encontros nos Estados Unidos tenham selado a paz. Em 2013, logo após a eliminação, o treinador disparou: “Sou o primeiro responsável por isso, mas também são os jogadores que decidiram não estar aqui. Não merecem nem que eu perca o tempo nisso. Os caras que não vieram nos deixaram na mão. Isso tem a ver com a representação de um país. Tem de bater em mim e nos caras que não estiveram aqui”, disse na ocasião.

Outra postura

O último jogador visitado por Magnano e Vanderlei foi Nenê Hilário. Com o pivô, eles conversaram sobre a temporada no Washington Wizards, classificado aos playoffs da NBA, e passaram a programação da seleção brasileira para o Mundial de Basquete, com apresentação prevista para o dia 20 de julho. 

Além de Nenê, Magnano se encontrou com Leandrinho Barbosa, Tiago Splitter, Anderson Varejão e Vitor Faverani nos últimos dias nos Estados Unidos. De acordo com Vanderlei, todos eles se mostraram dispostos a atuar pela seleção brasileira.

Os pedidos de dispensa da seleção na Copa América

Maio/2013

Anderson Varejão foi um dos primeiros a informar que não defenderia a seleção. O ala/pivô disse não ter condições físicas após ser vítima de uma embolia pulmonar. Ele nem sequer conseguiu iniciar o processo de reabilitação física de uma cirurgia no quadríceps da perna direita.

Julho/2013

Nenê enviou o pedido oficial de dispensa da seleção em julho. De cordo com a CBB, um laudo do cirurgião ortopédico e médico chefe do Washington Wizards , Marc Connell, mostrou que o atleta sofria com problemas no pé esquerdo e no joelho direito.

Julho/2013

Tiago Splitter  escolheu o Twitter para anunciar que não faria parte do grupo de Rubén Magnano. O pivô negociava sua renovação de contrato com o San Antonio Spurs, o que ocorreu uma semana depois de solicitar a dispensa.

Julho/2013

O pivô Vitor Faverani, uma das opções para o garrafão, pediu dispensa na ocasião por ter assinado um contrato de três temporadas com o Boston Celtics, que havia pedido a presença dele nos treinamentos até o dia 12 de agosto, o que o impediria de treinar com a seleção brasileira.

Julho/2013

Lucas Bebê foi mais um a enviar o pedido de dispensa da seleção brasileira por estar em negociação de contrato com uma equipe da NBA. O jovem pivô foi escolhido pelo Atlanta Hawks no draft da NBA, no fim de junho, mas acabou nem ficando no clube. 

Agosto/2013

Sem jogar a NBA, mas tão importante quanto, o ala do Flamengo, Marquinhos, também pediu dispensa da seleção brasileira. No fim da temporada do NBB, ele sofria com dores no joelho esquerdo e decidiu fazer uma artroscopia para reparar um pequeno corte no menisco. O tempo era considerado suficiente para se apresentar ao técnico Rubén Magnano, mas ele decidiu ficar fora.

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