A Michelin vai substituir a Bridgestone como fornecedora dos pneus do MotoGP a partir da próxima temporada. Para que os pilotos se adaptem às características das peças, a empresa tem promovido testes, como aconteceu no mês passado após a corrida de Mugello, na Itália. As simulações foram marcadas alguns incidentes, como as batidas de Valentino Rossi, Jorge Lorenzo e Marc Márquez. O dono da Michelin, Pascal Couasnon, minimizou as falhas e atribuiu os problemas ao fato de os testes terem sido realizados logo após a corrida, o que não deu tempo aos mecânicos para ajustar as motos adequadamente.
“É preciso ser muito cuidadoso na tentativa de interpretar o que acontece durante esses testes porque eles geralmente são feitos logo depois das corridas e as motos não estão necessariamente configuradas para correr com pneus da Michelin”, avaliou o francês em entrevista ao Motorsport.
Para Couasnon, tanto os pilotos quanto as equipes terão que se adaptar às características dos novos pneus. “Para os pilotos, é um pouco complexo, já que eles basicamente precisam esquecer como lidar com as especificidades do pneu atual e descobrir algo completamente novo. As motos precisam ser corretamente programadas e os pilotos precisam se familiarizar com a manipulação dos nossos pneus”, acrescentou.
O francês admitiu que, independente das melhoras que os produtos recebam agora e na próxima temporada, a mudança do fornecedor inevitavelmente vai abalar a ordem de competitividade do torneio, pelo menos no início, o que pode deixar as provas mais interessantes.
“Eu acho que os líderes irão se questionar, enquanto os caras que estiverem competindo pelo topo verão essa mudança como uma grande oportunidade. No entanto, entre o que vemos nos testes e as atualizações que vamos introduzir, e o fato de os pilotos irem gradualmente se adaptando aos nossos pneus, tudo vai dar certo”, projetou.
A próxima sessão de testes dos pneus Michelin será após o Grande Prêmio da República Tcheca, a ser disputado no dia 16 de agosto, na cidade de Brno.