Dois anos usando um kimono de jiu-jítsu foram suficientes para levar o pequeno Pedro Maia, de 14 anos, e a mãe Leilane de Souza à cidade dos cassinos, Las Vegas, no final de agosto.
A viagem foi a primeira da vida dos dois para fora do Brasil e as declarações não podiam ser diferentes. “A cidade é mais bonita do que nos filmes. As luzes são de tirar o fôlego mesmo. Como eu não sabia falar nada em inglês, Pedro foi o meu tradutor”, relembra Leilane, que passou quatro dias na famosa cidade.
Na oportunidade, Pedro não só praticou o inglês que estudou por quatro anos, como adquiriu o tão sonhado cinturão Naga, na categoria infanto-juvenil, no Open de Jiu-Jítsu disputado em Las Vegas.
O cinturão não é o primeiro título conquistado pelo jovem atleta. Em maio, na capital paulista, o brasiliense subiu ao lugar mais alto do pódio e é o atual campeão brasileiro da categoria.
A desenvoltura do atleta em tão pouco tempo chama a atenção do próprio técnico, Cláudio Careca. “É um menino muito disciplinado e sabe o que quer. Aqui na academia sempre desenvolvemos um trabalho sério e o Pedro deslanchou”, conta. Careca mantém a academia no Setor O há oito anos e desenvolve projetos sociais voltados ao jiu-jítsu.
Próximo passo
Com o brasileiro e o cinturão Naga garantidos, Pedro sonha mais alto com o próximo passo: o Mundial de 2016. Até lá, ele continua com as suas 15 horas semanais de treino intenso e, se depender do atleta, as tais 15 horas serão aumentadas drasticamente. “Por mim, eu nem saía da academia”, enfatiza Pedro.
Antes, ele se prepara para o American Kids, torneio que acontece em 18 de outubro, na California. “Se eu for, quem vai comigo dessa vez é o meu professor. minha mãe vai ficar em casa”, brinca o atleta. A mãe apenas sorriu. Ao contrário dela, o pai aguarda ansioso acompanhar seu filho. “Trabalho de vigilante e fica difícil, mas um dia vou”, espera Gleudes Maia.