Menu
Mais Esportes

Hernandez, o argentino gente boa

Arquivo Geral

05/06/2013 9h50

Nomeado técnico do UniCeub/BRB, ontem o argentino Sergio Hernandez assumiu o posto do comando da equipe e, com muito bom humor, respondeu todos os questionamentos levantados sobre seus primeiros passos como técnico do tetracampeão brasileiro.

 

O “hermano” foi elogiado pelo ex-comandante e atual diretor do time, José Vidal, e recebeu palavras de incentivo do capitão da equipe, o ala Alex Garcia. Hernandez descreveu como será o futuro do time, e ressaltou a importância da equipe em relação à população do DF.

 

Sem apresentar nenhum nervosismo por encarar um novo desafio em sua carreira, o torcedor do Boca Juniors descontraiu o ambiente, no auditório do próprio Ceub, e arrancou algumas gargalhadas de todos. Ele também fez questão de destacar a admiração que sente pelo basquete brasileiro, restringindo a rivalidade entre os países ao futebol.

 

O PESO DO PODER

“É difícil um só time representar uma cidade inteira. O UniCeub/BRB consegue isso facilmente e carrega multidões como foi no duelo entre Brasília x Flamengo. Sei das minhas responsabilidades e sei o peso que carrego em me tornar técnico de uma equipe tão vitoriosa. Gosto de desafios e o difícil é o bom.”

 

TIME DE BASE

“É um prazer dar oportunidade aos jovens. O UniCeub/BRB tem um time de base muito bom e eles merecem o seu espaço, nem que seja jogando por minutos em um time titular para sentir a pressão de um jogo de maior porte. Precisamos dos ‘meninos’ e de gente veterana, como o Alex.”

 

COMISSÃO TÉCNICA

“Vamos manter a mesma equipe. Creio que não seria viável trazer alguém agora, pois essa equipe conhece todos os jogadores de fato. Eu cheguei agora e os conheço pouco. Seria ilógico trazer outro argentino que não os conheça também. Talvez, no futuro isso aconteça mas, agora, não.”

 

O MOTIVO DA SAÍDA

“Comandei o Peñarol por seis anos. Me apeguei demais à equipe e sentia que precisava fazer mais longe dali. O meu objetivo era não assumir o comando de outra equipe para não atuar contra o time que comandei por muito tempo. Quando surgiu a oportunidade de ser técnico do UniCeub/BRB, achei que seria uma boa aceitar um novo desafio.”

 

ADAPTAÇÃO

“Já vim ao Brasil por diversas vezes e conheço várias cidades. Os costumes não são tão diferentes dos da Argentina. No feriado de Corpus Cristi, lá, tinha mais brasileiro do que argentino. A dificuldade mesmo vai ser o idioma. Conversando assim é fácil entender… O difícil é compreender o que eles (os atletas) dizem quando estão nervosos em quadra. Tive uma professora que me ajudou muito com o idioma, mas isso vem com o tempo também.”

 

O TIME

“Quero que eles sigam jogando o bom basquete que sabem e que apresentaram a todos, usando todas as habilidades que são conhecidas e admiradas em todo o território sul-americano. Espero que continuem com o compromisso e pés no chão. O objetivo nunca é individual… Aqui pensamos como um todo. Se a situação prosseguir assim, nos entenderemos.”

 

REFORÇOS

“Por enquanto não tenho nenhum nome para reforços. Preciso estudar o time direito e ter alguns dias para pensar.”

 

CONTRATO

“Sempre assino primeiramente por um ano, mas sempre penso em trabalhos a longo prazo, por pelo menos duas temporadas. Acredito que dois anos são necessários para desenvolver um bom trabalho.”

 

FUTURO

“Posso garantir que sempre vamos jogar pelo título. Se estou aqui é porque quero colocar mais títulos no meu currículo e lutar por eles até o fim. Se não fosse por isso, eu teria ficado na minha casa lá na Argentina. O meu principal objetivo é colocá-los no alto novamente… No ponto mais alto do pódio e voltar todos os olhares para nós.”

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado