Determinação e força de vontade. São as características que resumem a atleta Andréa Pontes. Amante dos esportes desde criança, ela começou no vôlei e seguiu carreira até ser surpreendida com um acidente de carro, em 2007, que a deixou paraplégica. Poderia ser uma história com um desfecho triste, mas mudou de rumo. Andréa, mesmo com as limitãções, hoje pratica a canoagem e já garantiu sua vaga na seleção brasileira paralímpica.
“Estava no Lago (Paranoá) brincando com uma canoa e a minha atual treinadora, Diana Nishmura, logo me viu e perguntou se eu já praticava”, lembrou Andréa. Ela é adepta à canoagem desde o começo do ano. “Desde sempre a Diana viu potencial em mim e logo me inscreveu na seletiva para a seleção. A canoagem é diferente porque é quase impossível você perceber quem tem uma deficiência como a minha”, conta a atleta gaúcha.
Andréa faz questão de agradecer aos que são os maiores “culpados” por fazê-la prosseguir no esporte. “O meu personal, Cesar Galib, minha nutricionista, Narayana Reinehr e a Diana são os meus anjos. Sem eles não estaria aqui mesmo”, homenageia.
DISPOSIÇÃO GAÚCHA
Com um sotaque carregado e um sorriso nos lábios, Andréa afasta qualquer pensamento que a faça lembrar que possui algum tipo de deficiência. “Moro sozinha e me locomovo numa boa. Claro que preciso usar meu carro até para ir à padaria porque se depender da cadeira é difícil. Tem muita calçada e buracos, é ruim”, desabafa. “Minha mãe me liga a toda o instante procurando saber se está tudo bem (risos). Já foi pior”, recorda.
Moradora da capital há seis meses, Andréa se contenta com o fato de Brasília proporcionar a prática de vários esportes. “Temos o basquete, vôlei e agora a canoagem”, diz.