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Estrangeiras se impressionam com Superliga e ‘família’ do Osasco

Arquivo Geral

06/02/2014 12h45

Vice-campeão da temporada passada da Superliga, o Molico/Osasco disputa a atual edição do campeonato com um sotaque diferente, graças à presença da italiana Caterina Bosetti e da sérvia Sanja Malagurski. Na primeira experiência no Brasil, as estrangeiras, que já haviam atuado juntas, se impressionaram com o alto nível do torneio, com a exigência dos treinos e também com o ambiente encontrado na equipe comandada por Luizomar de Moura.

Caterina e Sanja chegaram a Osasco com grande responsabilidade, já que foram contratadas para substituir as estrelas Jaqueline, afastada das quadras pela gravidez do primeiro filho, e Fernanda Garay, que se transferiu para o Fenerbahce, respectivamente. Após as primeiras dificuldades de adaptação, as duas estrangeiras, consideradas promessas do vôlei internacional, já começam a se acostumar com a rotina de trabalho no Ginásio José Liberatti e a ganhar destaque na equipe.

Sanja está habituada a ficar longe de casa. Com 23 anos de idade, é apontada como uma promissora ponteira da nova geração sérvia do vôlei feminino e se acostumou a trocar de time e país em busca das melhores equipes e condições de trabalho.

Nos últimos anos, a sérvia, que atende pelo apelido de Gugi, jogou na Eslovênia, na Romênia e na Itália, em que foi companheira de Caterina no Villa Cortese, antes de chegar ao Brasil. A experiência em Osasco, no entanto, é a primeira da jogadora fora da Europa, o que a faz recorrer ainda mais do que anteriormente a programas e aplicativos de mensagens instantâneas para se comunicar com a família.

“Quando uma oferta como essa aparece em sua carreira é realmente impossível não aceitar porque quando você vê e fala com o técnico, percebe que ele é uma pessoa que sabe muito sobre vôlei, como trabalhar com mulheres. E quando vê os nomes que estão no seu time, é quase toda a Seleção, fica impossível não aceitar”, explica Sanja.

Para Caterina, a mudança para o Brasil foi um pouco mais complicada. Ela deixou o Villa Cortese, equipe em que sua irmã mais velha Lucia também atuou. O time recentemente se uniu ao Orago, clube que defendeu na base e do qual seu pai Giuseppe Bosetti era treinador do juvenil.

Nas primeiras semanas, o contato maior era com a já conhecida Sanja, mas com o tempo passou a se sentir parte do grupo de Osasco da capitã Sheilla. Em quatro meses de convivência com as brasileiras, aprendeu o básico da língua portuguesa, que utiliza para se comunicar com as companheiras, já que também não domina o inglês.

“É difícil sair da Itália porque lá tenho minha família, mas aqui eu me sinto bem. O Osasco é um bom time, como uma família, minha segunda família. Não é como os outros, acho que tem algo especial”, afirma a jovem italiana, que completou 20 anos no último domingo.

Além do idioma, as jogadoras estrangeiras estranharam a rotina de treinamentos no ginásio José Liberatti. As atletas geralmente trabalham em dois períodos, diferentemente da Itália, e o técnico Luizomar de Moura tenta adaptá-las ao novo esquema.

“Sabemos que quando trabalhamos com jogadoras vindas da Europa a mudança é muito grande para elas. Tudo isso tem que ser implantado gradativamente e não temos muito tempo para isso, então precisa ser muito bem planejado para que todas essas mudanças significativas na vida delas não se tornem um problema”, explica o treinador.

A estratégia adotada por Luizomar vem dando certo e as jogadoras estrangeiras já têm papel de destaque no Osasco, campeão do Paulista e da Copa Brasil. Sanja, por exemplo, já precisou atuar improvisada de oposto, no duelo com o Decisão Engenharia/Minas pela Superliga, e foi eleita a melhor jogadora em quadra. Na ocasião, Osasco não pôde contar com Sheilla, Adenízia e Fabíola, afastadas por uma infecção viral.

“A convivência é muito fácil porque elas se adaptaram ao Brasil com muita rapidez. São duas meninas maravilhosas e que demonstram enorme vontade de aprender. O time inteiro se reúne muitas vezes fora da quadra e elas se encaixaram muito bem no nosso grupo, saem bastante conosco e todas as aceitaram muito bem. O Molico/Osasco é uma família”, avalia a capitã Sheilla.

Caterina e Sanja têm nesta semana chance de conquistar mais um título no novo time. Osasco joga, em casa, o Sul-americano de clubes como favorito contra o rival local Sesi, o Boca Juniors, a Metropolitana Assunción, o Universitario de Sucre, a Liga Nacional Peru, o ADO (Chile) e a Universidad Politecnica (Colômbia). O vencedor do torneio garante vaga no Mundial de Clubes, em maio na Suíça.

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