Poucos meses depois dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, alguns dos principais atletas do Brasil estão sem clube, a exemplo dos nadadores César Cielo e Thiago Pereira. Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), confia na recolocação dos competidores.
“É sempre chato quando essas coisas acontecem, mas esse é um ano normal de adaptação. Os patrocinadores gostam muito do ano olímpico e por isso em Londres estavam firmes. Nossa esperança é que, com as Olimpíadas em casa, esse hiato não seja tão grande, que seja uma recuperação rápida”, afirmou.
Além de Cielo e Pereira, responsáveis pelas duas medalhas da natação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, ginastas como Jade Barbosa, Diego e Daniele Hypólito também enfrentam problemas. Até Arthur Zanetti, campeão olímpico, vem reclamando.
A incerteza vivida por alguns dos principais atletas brasileiros é resultado da mudança de direção da política olímpica do Flamengo, antes presidido pela ex-nadadora Patrícia Amorim, responsável por contratar Cielo. Para o superintendente do COB, o caso é especial.
“O Flamengo era um dos últimos clubes de futebol com esportes olímpicos. Acho que a minha amiga Patrícia deu uma inflada em alguns salários que hoje a entidade não tem condições de pagar. Diria que foi uma mudança de estratégia e planejamento. Não vejo isso como uma crise eterna. O Flamengo tem bons dirigentes e vai se acertar”, projetou.
O P.R.O. 2016, projeto idealizado por Cielo que antes congregava alguns dos nadadores de elite do País, também está praticamente dissolvido. Otimista, Freire acredita que clubes com tradição nos esportes olímpicos poderão reabsorver tanto nadadores, quanto ginastas.
“Eu vejo um espaço grande de crescimento para o Pinheiros e para o Minas. Conversei com os presidentes dos dois clubes sobre o assunto e já sinto um movimento nesse sentido. É um ano mais complicado em função de não ter um calendário tão atrativo, mas acho que tudo vai se acertar”, apostou.
A meta do COB é terminar as Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016 entre os 10 primeiros colocados pelo número de medalhas. Para isso, a entidade calcula precisar de aproximadamente 25 pódios em 13 modalidades diferentes, entre elas a natação. “É um dos esportes vitais, com 96 medalhas em jogo”, ponderou Freire.