As nadadoras brasileiras Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha disputam, com status de favoritas, a prova dos 10km válida pela abertura do 6º Mundial de Maratonas Aquáticas, que acontece em Roberval, no Canadá, neste sábado (17). No domingo (18), a versão masculina da prova, no mesmo horário, contará com a presença dos baianos Allan do Carmo e Filipe Alcântara.
As provas serão no calmo Lago St. Jean, de água escura e temperatura por volta dos 25 graus. A disputa marca o fim do Mundial específico das maratonas aquáticas. Com a inclusão da modalidade no programa das Olimpíadas, a Federação Internacional de Natação (FINA) decidiu que manterá as Maratonas Aquáticas somente no Mundial geral de seus cinco esportes olímpicos (onde, na última edição, Poliana foi bronze nos cinco quilômetros), e ainda criará, a partir de 2012, o Mundial de Maratonas Aquáticas Júnior, com o objetivo de ampliar o desenvolvimento do esporte.
Nesta prova de abertura, as fortes atletas brasileiras terão 34 adversárias, mas não mostram preocupação alguma – pelo contrário, confiam em seu desempenho com status de destaques no site oficial da FINA como favoritas nas provas de 5 e 10km.
“Me preparei muito bem pra esta competição. No treinamento em altitude feito no México de 17 de maio a 7 de junho, consegui os melhores tempos da minha vida. Agora é competir, pois em maratonas há sempre surpresas, como mudanças repentinas no tempo e na água, sem falar no aparecimento de alguma atleta-surpresa”, disse Poliana.
Okimoto sabe como é se destacar pela primeira vez em uma prova grande. Em 2006, ela surpreendeu a todos ao ser vice-campeã mundial nos 5 e 10km do Mundial de Nápoles, ainda mais por ter conseguido terminar a segunda prova após ser atingida no ouvido durante a largada da prova. Mesmo com dor, ela conseguiu completar a prova e só depois percebeu ter tido o tímpano perfurado.
Ana Marcela também está otimista com seu desempenho em Roberval, mas mantém a atenção para o mesmo ponto de Poliana: as ascensões inesperadas de novas atletas.
“Estou bem tranquila, sei que estou preparada e na expectativa por medalha. Achei a água até um pouco quente se comparada com o que estamos acostumados a competir. Mas é aquela coisa, só na hora saberei a estratégia a ser tomada e como estará o preparo das adversárias” completou a baiana.