Banido do esporte de maneira definitiva após envolvimento no “maior escândalo de doping de todos os tempos”, o ex-ciclista Lance Armstrong passou a ser processado pelos seus antigos patrocinadores. Uma das ações é movida pela própria Justiça dos Estados Unidos, que acredita que ele lesou o país ao receber cerca de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 58,8 milhões) do Serviço Postal americano entre os anos de 1999 e 2004.
Caso fique comprovado que Armstrong enganou o órgão, ele pode ser obrigado a pagar valor até três vezes maior. Entretanto, o ex-ciclista garante que o governo dos Estados Unidos ficou sabendo de investigação de autoridades francesas contra sua equipe ainda em novembro de 2000. As informações são do jornal The Guardian.
A fim de manter sua imagem ligada ao então bicampeão da Volta da França, o Governo teria ignorado a informação e mantido o patrocínio do Serviço Postal ao ciclista. Os advogados de Armstrong estimam que o órgão tenha sido exposto a mais de 30 milhões de pessoas e faturado US$ 139 milhões (cerca de R$ 260 milhões) com o acordo.
Ex-ciclista não se surpreende com doping de Pantani e Ullrich
Nesta quarta-feira, o senado Francês anunciou que amostras do italiano Marco Pantani e do alemão Jan Ullrich, campeão e vice da Volta da França de 1998, testaram positivo para EPO. Para Armstrong, não há novidade no fato.
“Não estou surpreso. Como eu disse antes, foi uma época infeliz para todos nós”, diz o ex-ciclista. Recentemente, o norte-americano afirmou ser impossível vencer a Volta da França sem o uso de substâncias ilegais.
Por conta disso, Armstrong acredita ser inútil denunciar uma prática tão comum na época após tanto tempo. Para ele, é melhor combater o doping na geração atual e na futura.
“Realmente ão vejo nada de positivo. Gostaria de pensar que há algo bom nisso tudo, mas a minha perspectiva é que nada foi feito a não ser danos para o esporte”, conclui.