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Após eliminação, Bellucci lamenta mentalidade de torcedores brasileiros

Arquivo Geral

14/02/2013 19h47

As vaias ouvidas após a derrota diante do italiano Filippo Volandri entristeceram Thomaz Bellucci. Eliminado pelo europeu na segunda rodada do Aberto do Brasil, disputada na tarde desta quinta-feira (14), o tenista se disse desvalorizado e criticou a mentalidade do público.

 

“Para mim é difícil sair da quadra e ser vaiado dentro do meu país. Isso nunca aconteceu na minha carreira inteira, nem mesmo no exterior. É triste e difícil saber que as pessoas às vezes não valorizam o nosso esporte”, afirmou o tenista, eliminado pelo mesmo Volandri na semifinal de 2012.

 

Os seguidos erros de Bellucci na primeira rodada diante de Guilherme Clezar irritaram parte da torcida. Nesta quinta-feira, o público procurou apoiar o principal jogador do País, mas assim que a partida terminou as vaias dominaram o Ginásio do Ibirapuera. O tenista local saiu rapidamente da quadra, enquanto Volandri ouviu alguns aplausos.

 

“Muitas vezes, não é fácil jogar dentro do Brasil não só para mim, mas para todos os tenistas. Quero dar meu 100%, mas a pressão é grande e não consigo render aqui o que rendo lá fora. Preciso saber lidar com isso. A experiência vai me fazer conseguir jogar meu melhor tênis aqui”, afirmou Bellucci.

 

Na primeira rodada, ele vibrou intensamente apenas no tie-break decisivo. Diante de Volandri, o brasileiro procurou chamar a torcida para seu lado desde o começo, sem sucesso. Claramente abatido após a eliminação precoce, ele citou o comportamento do público estrangeiro como exemplo.

 

“A mentalidade das pessoas aqui no Brasil é diferente da Europa, dos Estados Unidos. As pessoas têm que saber valorizar mais o atleta. É difícil para a torcida aceitar que posso não estar num dia bom, não ter dormido muito bem ou ter acontecido alguma coisa comigo”, declarou.

 

Ainda que tenha criticado a reação do público após a derrota diante de Volandri, Thomaz Bellucci não pediu compreensão da plateia. Ele ainda reiterou sua dedicação diária para permanecer entre os primeiros colocados do ranking mundial e defender o país na Copa Davis.

 

“As pessoas vêm aqui para ver um bom tênis. Se você não consegue apresentar um bom tênis, podem criticar e vaiar. Não tenho muito o que dizer sobre isso. Só quem trabalha comigo sabe o quanto me dedico. Não espero que pessoas compreendam, mas para mim é difícil entrar em quadra e lidar com isso”, declarou.

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