Aplausos e muita emoção tomaram conta da apresentação do Brasília/Vôlei ontem no Sesi de Taguatinga, casa oficial dos treinos da equipe candanga. Embaladas pela felicidade de conseguir tornar real um sonho antigo, Leila Barros e Ricarda Negrão foram as anfitriãs da festa que mostrou à capital que a equipe está pronta para representá-la na Superliga – prevista para começar em 7 de setembro.
Dois meses antes do campeonato, Sérgio Negrão, técnico do time, diz que o tempo para treinar está apertado, mas é o suficiente. “São sete semanas que vamos ter que trabalhar principalmente a coletividade, porque individualmente elas já são muito boas e experientes. Nosso grande desafio é desenvolver essa química entre elas”, planeja.
Após sentir na pele o quanto é complicado a montagem de uma equipe, Leila confessa que o planejamento não foi o ideal. “Enquanto há o planejamento de, no mínimo, seis meses para a formação de uma equipe, fizemos tudo em 40 dias. É um alívio ver que tudo está encaminhado, somos guerreiras”, ressalta a ex-jogadora.
Em quadra
O elenco ainda não está fechado, mas ontem participou do seu primeiro treino oficial – aberto ao público. A comissão técnica, negocia a contratação de jogadoras de Brasília e revelações da base de outros estados para completarem o grupo, que deve chegar a 15 atletas. “Amanhã (hoje) vou assistir a um jogo que vai reunir as duas melhores equipes de base do DF. Tenho mais três nomes para integrar o time, mas quero selecionar direito”, comenta Sérgio.
Os nomes citados pelo treinador são os mesmos antecipados com exclusividade pelo Jornal de Brasília na edição de quinta-feira. Extasiadas com a oportunidade de dividir a quadra com grandes nomes do vôlei, Letícia de Sousa (15 anos), Rayssa Alves (17) e Mírian Inácio (17), não desgrudavam os olhos das estrelas. “Não estamos dormindo. Nossas famílias estão mais nervosas do que nós (risos)”, brinca a jovem Mírian. “Minha ficha ainda não caiu. Não estou acreditando, é um sonho”, endossou Letícia.
Contrato via rede social
Veterana na modalidade e em forma aos 40 anos, a central norte-americana e integrante da seleção dos Estados Unidos, Danielle Scott, depositou confiança no técnico Sérgio Negrão e topou ser contratada pelo Brasília/Vôlei por meio de uma rede social na internet.
“A contratamos pelo Facebook. Eu nunca entro, mas um dia vi que havia uma mensagem dela dizendo que queria jogar no meu time”, lembra Sérgio. Ele foi o primeiro técnico a contratá-la no Brasil em 1997. “Ela fez uma auto-propaganda e disse que, se não estivesse bem, não estaria na seleção americana que se renovou por completo e só ela ficou”, conta Sérgio.
Humilde
Ciente de que o Brasília/Vôlei tem poucos patrocinadores, o técnico contou a americana que adoraria ter uma atleta como ela em seu time, mas a questão financeira pesava nesta na decisão. “Ela me disse: ‘não se preocupe com isso. Eu quero jogar no seu time’. Ela já é certa no elenco. Só precisa chegar aqui na semana que vem para assinar os papéis”, esclarece.
Elenco:
Levantadoras: Camila Adão e Flavinha.
Ponteiras: Paula Pequeno, Érika Coimbra e Juliana Gomes.
Centrais: Patrícia e Viviane Góes.
Oposta: Elisângela Oliveira.
Líbero: Veridiana Fonseca.
Meio-de-rede: Danielle Scott.
Técnico: Sérgio Negrão.