
Nada menos que 70.288 pessoas tiveram o privilégio de assistir in loco à vitória do New England Patriots sobre o Seattle Seahawks por 28 x 24, em uma partida eletrizante disputada no University of Phoenix Stadium, em Glendale (EUA).
O fenômeno do “domingo favorito dos norte-americanos” não se estendeu apenas aos Estados Unidos: o público brasileiro deu mostras de que o futebol americano pode, sim, ser muito popular no país.
Além dos que tiveram a oportunidade de assistir ao embate pela televisão, houve também quem optasse por assistir à peleja no cinema. No setor de clubes sul, torcedores lotaram uma sala do Cinemark e torceram fervorosamente por Patriots e Seahawks.
Vestidos a caráter, às vezes até munidos de outros acessórios, como bonés e cachecóis, os fanáticos esgotaram os ingressos pouco menos de uma semana antes do pontapé inicial do jogo. O espaço em Brasília foi apenas um dos escolhidos para a transmissão. Outras 52 salas, em 33 cidades receberam eventos semelhantes.
Pela televisão, a audiência nos Estados Unidos foi de 49,7 pontos, a maior da história da Liga. Em termos de comparação com outra paixão nos Estados Unidos, a maior audiência da NBA ocorreu na final entre Chicago Bulls e Utah Jazz, em 1998, quando foram registrados 18,7 pontos.
Outro número assombroso veio do Twitter. Do início do jogo até meia-hora depois do fim do embate, foram registrados 817 mil tuítes acerca da partida. A título de comparação, a final de 2014 da Copa do Brasil, entre Atlético-MG e Cruzeiro rendeu 407 mil postagens.
Curiosidade
Semelhantes, mas diferentes
1 Início no baseball: tanto Tom Brady, quanto Russell Wilson, quarterbacks de Patriots e Seahawks, respectivamente, chegaram a ser draftados para times da MLB, a liga norte-americana de baseball. A carreira deles na modalidade não durou muito e eles migraram para a bola oval.
2 Estádio de Pro Bowl: o University of Phoenix Stadium recebeu neste ano o Pro Bowl, o jogo das estrelas da NFL. A prática não é comum pela NFL. A última vez em que o mesmo estádio recebeu o Pro Bowl e o SuperBowl foi em 2010, no SunLife Stadium, em Miami.
Decisivo
O quarterback Tom Brady parecia ter aceitado a derrota dos Patriots. Com a interceptação sofrida por Russell Wilson, o atleta não escondeu a felicidade com mais um anel de campeão da NFL e comemorou muito o título. O largo sorriso e os pulos denunciavam o sentimento de Brady.
Chamando atenção
A exemplo de outros anos, o figurino da atração principal do show do intervalo foi o centro das atenções. A bela Katy Perry fez com que comentários irônicos, como a esperança por um problema na roupa dela, pipocassem nas redes sociais.
Descanso? Intervalo é atração
Os tradicionais shows do intervalo do SuperBowl são algo esperado até mesmo por quem não se considera exatamente um fã da modalidade. Neste ano, quem se apresentou foi Katy Perry, em show que teve a participação do roqueiro Lenny Kravitz como convidado. Mais uma vez, a organização deu um show de logística, transformando o gramado do University of Phoenix Stadium em um palco que, em determinados momentos, pareceu até estar se movimentando.
Em outros anos, nomes e bandas como Paul McCartney, U2, Michael Jackson e Madonna agitaram os outrora calmos períodos de descanso entre o primeiro e o segundo tempo de jogo.
Guardadas às devidas proporções, o Brasil parece estar buscando algum nível de entretenimento para os torcedores que vão aos estádios de futebol.
No primeiro jogo do Paulistão deste ano, na Allianz Parque, casa do Palmeiras, o cantor Péricles apresentou uma versão do hino nacional em ritmo de samba.
No mesmo duelo, que colocou Palmeiras e Audax, com vitória do alviverde por 3 x 1, a organização da partida resolveu inovar: colocou uma dupla para entreter o público com acrobacias utilizando bola.
Ainda falta muito
Apesar de ser alguma coisa no sentido de deixar o intervalo menos monótono, a medida no Allianz Parque acabou dando, de certa forma, errado: o “show” atrasou o reinício do jogo em seis minutos e foi colocado na súmula como “evento promovido pela FPF”.
Saiba mais
O próximo SuperBowl já tem data e local para ser disputado.
A lendária partida de número 50 terá como sede o Levi’s Stadium, casa do San Francisco 49ers. O jogo ocorre em 2 de fevereiro de 2016.
Curiosamente, esta edição não terá a tradicional numeração romana. Isso porque a NFL considerou que criar uma marca atraente com a letra L seria mais complexo do que usar algarismos arábicos.
Só para quem tem bala na agulha
Conseguir um ingresso para o SuperBowl é uma façanha que poucos no mundo conseguem. Além da cota de entradas para patrocinadores, os bilhetes são disputados quase a tapa por fãs.
Para se ter uma ideia do quão complicado, e caro, é ter acesso aos ingressos, a três dias da partida o valor já ultrapassava os R$ 20 mil. O custo havia crescido substancialmente em relação ao dia 18 de janeiro, quando os finalistas da NFL foram definidos. Á época, custavam cerca de R$ 7 mil.
Em termos de comercial, a NBC, detentora de direitos de transmissão do jogo, cobrou a bagatela de US$ 4,5 milhões por 30 segundos de propaganda.