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Kelly Key: “A música exige muito de mim”

Kelly Key subirá ao palco da boate Victoria Haus na próxima sexta-feira (13), em Brasília, com o mesmo brilho no olhar de quando começou a bombar pelo país no início dos anos 2000.

Por Léo Dias 09/03/2020 8h17
Kelly Key

A cantora investiu um ano da sua vida para retornar à música e, totalmente dona de si, continua deixando todos babando por onde passa. Foi nesse ritmo que em meio a preparação para o show, ela conversou com a Coluna Leo Dias e contou tudo o que está preparando para a carreira, como um EP com participação de Lexa e Tainá Costa, além de uma possível parceria com a filha Suzanna Freitas e até as dores da pressão estética que ela já teve que enfrentar. 

Você foi a sensação do início dos anos 2000. Vendo o cenário da música hoje, acha que alcançaria o mesmo sucesso? O que mudou no mercado fonográfico desde então?

Não faço esse tipo de balanço porque uma fase é diferente da outra e os objetivos mudam. Dependeria de uma série de fatores, inclusive da minha disponibilidade, seria difícil até de avaliar. Minha vida tomou outros rumos naturais da maturidade e o mercado da música também. Por exemplo, me dá muito mais prazer trabalhar com as redes sociais porque posso manter minha rotina e permanecer dividindo coisas com meu público. De uma certa forma isso também é um trabalho.

Por que você ficou tanto tempo sem cantar?

Eu fiquei um tempo sem gravar nada justamente por essa rotina, do tempo que preciso me dedicar à minha família. A música exige muito de mim e depois que eu casei minhas viagens ao exterior ficaram mais frequentes. Sempre foi difícil programar trabalhos no período que estou aqui porque as coisas são por temporadas. Por isso fiquei tanto tempo sem fazer música, mas estou super bem com isso, foi uma escolha mim. Foi natural, não foi nada forçado nem traumático.

Kelly Key: Foto: Lúcio Luna/ Divulgação

Já pode adiantar qual estilo de música os fãs vão ouvir no seu EP e quais são as parcerias?

Nesse EP a gente tem algumas parcerias de meninas, a Lexa é uma delas, que é uma querida. Terá “Cachorrinho” (um dos hits da cantora, lançado em 2002) e vai ser uma regravação interessante. Além disso, eu tenho duas músicas inéditas, e uma delas terá a participação da Tainá Costa. Vai ser bem interessante.

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Muita gente fala que você foi a Anitta de outra geração. Acha que isso é verdade? Faria um feat com ela?

Eu nunca fui muito fã de comparações, eu acho que elas não existem, cada pessoa é uma pessoa, e ninguém é igual a ninguém. Mas eu acho que se rolar a oportunidade de um feat, eu vou fazer com certeza. Vai ser um prazer, eu admiro muito a carreira dela.

Você vai fazer um show em Brasília, o que o público te fala nessas apresentações pelo país? Relembram momentos marcantes do passado ao som da sua música?

Tenho resgatados coisas que aconteceram na minha carreira no passado e atualmente em todos os shows que já fiz. Eu transito por tudo que curto na música e tem sempre aquele momento no qual as pessoas começam a pedir canções que não coloquei no repertório. Nesses últimos shows que fiz passei dez minutos à capela com o público e isso é muito interessante. Acredito que em Brasília será a mesma coisa.

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Kelly Key: Foto: Lúcio Luna/ Divulgação

Qual a maior loucura que um fã já fez por você?

Eles sempre fazem várias. Essa coisa de parar sua vida para me seguir já é louco, ainda tem aqueles com tatuagens de rosto, assinatura, frases de músicas. Eu acho que isso é bem doido porque fica para uma vida inteira. Mas já invadiram hotel e até rasgaram minha orelha para pegar um brinco.

A sua filha Suzanna Freitas impressiona pela semelhança física com você. Ela gosta de cantar? Seria possível uma parceria entre vocês?

A Su realmente é uma graça, gosta de cantar e atuar. Ela tem uma rede social que alimenta super bem. Eu acho que sim, é possível uma parceria entre nós com certeza. Algumas coisas eu não gosto de fazer de qualquer jeito, precisa de uma atenção especial. Então, se a gente tiver esse tempo e conseguir dar essa atenção, com certeza vai sair uma linda parceria, mas não está nada programado.

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Sua dedicação na academia e dieta chama muita atenção pela internet. Acha que ter um corpo malhado ainda atrai atenção do público? Ou acha que essa ideia mudou? Ainda te exigem um corpo dito dentro do padrão?

Eu acho que cuidar da saúde chama atenção. Nem estou em busca de um corpo sarado, na verdade, nem tenho, poderia até ser mais se eu me dedicasse como deve ser. Não acho que a ideia de saúde tem mudado, tem ficado mais forte nesse sentido, já que quando cortamos alguns alimentos em prol da nossa saúde ou mudanças no nosso estilo de vida e acrescentamos o exercício físico como um item do dia a dia, isso chama a atenção porque requer força de vontade.  É isso que acaba inspirando outras pessoas porque esse esforço que você faz para mudar alguma coisa interna, seja de saúde ou para melhorar sua disposição, acaba refletindo no seu corpo por fora. Acho linda essa coisa do ‘me amo e me aceito’ porque alimentação e treino têm que vir sempre pensando na saúde e nunca querendo o corpo de alguém porque não vai acontecer. A gente tem que amar as nossas formas e corpos.

Kelly Key: Foto: Lúcio Luna/ Divulgação

Você sofreu com a pressão estética? No passado isso já foi um problema? E como lida com sua imagem hoje?

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A pressão estética é sempre um problema e ela existe. Podemos dizer que não, mas ela existe. Eu acho que até hoje acabamos sofrendo um pouco com isso, fica no inconsciente algumas palavras e atitudes. É um trabalho do dia a dia desconstruir isso. Eu lido bem atualmente. Meu corpo tem toda uma história: tive três filhos, já pesei 90kg três vezes, eu tenho algumas doenças hormonais, como hipotireoidismo. Eu tenho outros reflexos que meu estilo de vida e trabalho me deram: hérnia de disco, problema no joelho. Temos sempre que buscar nossa melhor forma, nossa melhor versão. Não me sinto pressionada, tenho meu tempo para tudo, eu provo isso até com as escolhas que tenho com meu trabalho, nunca me sinto pressionada, eu faço o que estou a fim e leve para fazer.

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