Pela primeira vez, um candidato à Presidência da República de esquerda anunciou que, se eleito, fará maiores investimentos na área de defesa, na área militar. O anúncio surpreendente parece marcar uma diferença no estilo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva na sua tentativa de se reeleger presidente pela quarta vez.
Lula se apresentou de forma jovial e bem humorada no domingo, na convenção nacional do PT que oficializou a sua candidatura à reeleição. Mas pareceu desta vez trocar o estilo. “Não quero mais o Lulinha Paz e Amor. Quero o Lulinha porreta”, disse ele. Em seguida, apresentou uma compreensão do quadro no qual disputa novo mandato diferente da que via nas três vezes anteriores em que se elegeu presidente.
O avanço da direita no mundo – no Brasil representada pela família Bolsonaro e por seu adversário na disputa, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro – e as tentativas de interferência nas eleições representadas pelos atos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e na presença do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção de Flávio fizeram Lula concluir que precisará investir na área militar para proteger o país. Lula também falou em focar na defesa das mulheres e em educação. As razões do discurso de Lula são o tema do JBrNews de hoje. Com Rudolfo Lago.