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JBr News

O que quer o “Brother Sam” Donald Trump?

Rodrigo Lima

10/08/2026 14h09

Foto: Saul Loeb/AFP

No dia 31 de março de 1964, o porta-aviões USS Forrestal saiu dos Estados Unidos rumo à costa do Brasil. Junto com ele, um porta-helicópteros, seis destroieres e quatro petroleiros. A intenção da frota era clara: fazer uma intervenção no Brasil caso fosse necessário dar apoio ao golpe que mergulhou o país numa ditadura de mais de 21 anos. Felizmente, não houve essa necessidade porque o presidente deposto, João Goulart, não ofereceu maior resistência.

Mas a Operação Brother Sam, como era chamada, é o momento mais agudo de intenção dos Estados Unidos de interferir nos assuntos políticos internos do Brasil. Embora não pareça haver hoje risco de nada parecido, os cientistas políticos André Cesar e Ricardo de João Braga avaliam que há, porém, ensaios claros de uma disposição de interferência agora no rumo da política interna brasileira. Para André Cesar, o Brasil tornou-se hoje um “global player” importante.

O que acontecerá em outubro marcará se o Brasil resistirá, com uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou mergulhará, com uma vitória de Flávio Bolsonaro, na chamada “onda azul” de vitórias de direita na América do Sul, a exemplo do que já aconteceu em países como a Argentina, o Peru e o Paraguai. Para André Cesar e Ricardo de João Braga, uma situação que pode obrigar o Brasil a adotar um tom de retórica mais duro, fora da tradicional linha diplomática brasileira de neutralidade. A análise sobre esses riscos externos é o tema do JBrNews de hoje, com Rudolfo Lago.

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