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JBr Saúde #016 – Disfunção erétil pode ser alerta para outros problemas graves

Os problemas cardiovasculares, como o infarto, são a principal causa de morte de pessoas do sexo masculino. A segunda é o câncer de próstata

Os problemas cardiovasculares, como o infarto, são a principal causa de morte de pessoas do sexo masculino. A segunda é o câncer de próstata. Mas há uma importante relação entre ambas, que é a necessidade do homem estar atento e acompanhar de perto a sua saúde de forma preventiva, e não somente quando já aparece algum problema. E tal acompanhamento deve ser feito nas clínicas e consultórios que tratam de um modo geral da saúde do homem. Esse é o tema do JBrSaúde desta semana. Todas as quintas-feiras, o JBrSaúde, parceria com o grupo Imagem&Credibilidade, vai ao ar no site do Jornal de Brasília, com apresentação de Estevão Damázio.

Para tratar do tema da saúde do homem, o JBrSaúde recebeu o médico andrologista e urologista Wellington Alves Epaminondas, coordenador do Serviço de Andrologia e Saúde do Homem do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
Segundo Wellington, o homem está prestando mais atenção à sua saúde. Em muitos casos, segundo ele, o paciente chega ao consultório puxado pela esposa. Ao contrário do homem, as mulheres têm uma cultura maior de acompanhamento da sua saúde. “Mas temos visto que os homens estão mais antenados”, diz ele.

“E não é somente o câncer de próstata”, alerta ele. E é aí que há alguma conexão entre as duas principais causas de mortalidade dos homens e a necessidade de acompanhamento. Há, segundo Wellington, uma relação importante entre a disfunção erétil e problemas cardiovasculares. A perda de ereção pode estar relacionada a problemas circulatórios. Então, ela é um alerta que não deve ser ignorado. E a disfunção erétil não é somente a perda total da capacidade de ereção.

“Mais de 40% dos homens têm algum grau de disfunção erétil. Grau leve, que leva a ser ignorado ou à automedicação, com o uso, por exemplo de Viagra. E o homem está desprezando um alerta importante”, diz Wellington.

Esses sinais de alerta virão da observação de algum tipo de perda visível na rotina sexual. “Luz amarela quando a ereção não é mais a mesma”, resume o médico andrologista. Diminuição da rigidez ou dificuldades para que ela comece ou se mantenha.

Ele chama a atenção também para a redução daquelas ereções matinais, involuntárias. Elas acontecem por um mecanismo de proteção do organismo. Para manter a oxigenação do tecido cavernoso. Com a maturidade, elas começam a diminuir. E isso pode provocar fibrose dos corpos cavernosos. Que levam a dificuldades para inicia e manter a ereção, até o ponto em que o homem perde essa capacidade. “E é somente aí que ele fica preocupado, quando já deveria observar os primeiros alertas”, diz Wellington.

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