Alvo de debates na sequência do domingo, a atuação da arbitragem no clássico entre Corinthians e Santos foi capaz de dividir opiniões até pelos lados da Vila Belmiro. Enquanto os expulsos Werley e David Braz exigem punição a Flávio Rodrigues Guerra, o técnico Dorival Júnior não viu “manchas” na derrota para o rival.
“Quando a gente erra, o árbitro deveria ser punido também. Tudo bem que o Zeca admitiu (ter feito o pênalti), mas o juiz não sabia que tinha sido ele. Porque eu fui expulso? Ele falou que fui eu que fiz o pênalti”, reclamou David Braz. Vale destacar que a súmula relatou uma série de ofensas do zagueiro, que, segundo o documento, foi expulso por reclamação.
“Tem que juntar STJD, CBF, para ver isso daí e analisar para que a justiça seja feita. Como eles punem quando a gente erra, que esse árbitro seja punido, porque infelizmente ele acabou errando”, prosseguiu o santista.
Assim como David Braz, Werley também foi expulso no clássico diante do Corinthians. A situação do outro beque é diferente, uma vez que foi expulso por reclamação acintosa e por ter empurrado o quarto árbitro quando ainda ocupava o banco de reservas.
“Não sou covarde. Aquilo ali não foi um empurrão, se quisesse agredir daria um soco nele. Não sou covarde, nunca faria isso. Tem que julgar o árbitro também, eles faltam com respeito com a gente, e a gente não pode fazer nada. Tem o poder da súmula e fica mais fácil pra gente. Esse Flávio aí é complicado. Todos reclamam dele, falta de respeito”, reclamou Werley.
Dorival Júnior, por outro lado, adotou um tom mais cauteloso no pós-jogo. “Não vejo manchas no resultado do clássico. Alguns erros aconteceram, mas essa conotação não existe. Não podemos levar para esse lado”, alertou o treinador.
“Não podemos tirar o brilho da campanha do Corinthians. Erros que acontecem às vezes não podem ter esse significado, o Campeonato está sendo muito bem disputado. Infelizmente, continuam a acontecer alguns fatos lamentáveis que acabam tirando um pouco a possibilidade de algumas equipes”, ponderou.
“Eu sou sincero: o Santos não sofreu com um erro drástico ao longo desse Campeonato, tampouco foi favorecido. Não tivemos nada que extrapolasse, à exceção desse clássico, com um lance que foi decisivo para a sorte da partida”, lembrou o técnico. Por fim, abandonando um pouco a cautela, Dorival admitiu o desequilíbrio causado pela arbitragem na derrota para o Corinthians.
“Essas alternâncias que acabam acontecendo… Atitudes que são tomadas de um lado, não-atitudes do outro… Acabam desequilibrando todo um trabalho, todo um contexto. Jogador não tem defesa. Aconteceram coisas dos dois lados, mas as atitudes são tomadas só de um”, concluiu o comandante.