"Magoado eu não estou, pois isso faz parte do futebol, só que eu esperava continuar. Eu estou meio no ar, não esperava essa decisão, até porque já tinha tido que continuaria, mesmo com o Parreira saindo. Mas a decisão foi tomada e temos que acatar", assegurou Zagallo.
O próprio Velho Lobo, no entanto, mostrou que sua saída já era esperada pela renovação levantada pela CBF com a eliminação precoce do Brasil na última Copa do Mundo para a França, nas quartas-de-final, e a conseqüente saída de Carlos Alberto Parreira.
"Eles (a CBF) não me deram nenhuma justificativa, mas minha saída deve fazer parte dessa renovação que eles estão implantando", disse, revelando que a chegada de Dunga lhe deu mais ânimo para trabalhar na seleção. "O Dunga já tinha trabalhado comigo nas Copas de 94 e 98, e pensei que ia ter a continuidade do trabalho, eu como coordenador", completou.
Enquanto se recupera da demissão, Zagallo garante que não tem planos para se aposentar de vez e promete voltar ao mercado após refletir um pouco sobre sua última passagem pela seleção. “Não quero ficar parado. Vou tirar um tempo para descansar, mas eu volto. A pior coisa para o ser humano é ficar sem trabalhar”, justificou.
Zagallo perdoou Dunga quanto a sua saída, mas prevê dificuldades para o ex-capitão no início do trabalho na seleção, principalmente com a equipe marcada pelo fiasco no Mundial da Alemanha.
"A seleção está muito marcada, apenas uns seis jogadores daquele grupo (da Copa) devem continuar e o Dunga deve encontrar muita dificuldade nesse começo de trabalho", explicou o Velho Lobo, mostrando que concordou com a escolha do ex-volante, iniciante como treinador, para a função. "O Dunga é um líder nato. Claro que tem uma diferença entre jogar e treinar, mas ele tem comando e vou torcer pra dar certo", concluiu.