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Futebol

Werdum projeta "Gre-nal" contra Minotauro na final do segundo Tuf Brasil

Arquivo Geral

19/01/2013 10h21

O MMA (artes marciais mistas, na tradução livre do inglês) poderá se aproximar ainda mais do futebol na final da segunda edição da versão brasileira do reality show The Ultimate Fighter (Tuf). Gremista, o gaúcho Fabrício Werdum pretende enfrentar o baiano Rodrigo “Minotauro” Nogueira – que já foi patrocinado pela Internacional – na nova Arena do Grêmio, em evento que deixará em lados opostos os dois técnicos do programa.

 

“Quem puxou essa coisa de Gre-Nal fui eu, tentando jogar a luta para Porto Alegre. Quero que seja na Arena do Grêmio, batendo o recorde de público do UFC”, explicou Werdum, referindo-se à marca de 55.000 torcedores alcançada no UFC 129 em Toronto, no Canadá. Na ocasião, o canadense Georges St. Pierre derrotou o norte-americano Jake Shields por decisão unânime dos juízes.

 

Rodrigo Minotauro defendeu as cores do Inter quando nocauteou o norte-americano Brendan Schaub no UFC 134, no Rio de Janeiro, e gostou da experiência. “Fui bem recebido pelo clube na ocasião. Isso ajudou a popularizar o MMA no Rio Grande do Sul”, lembrou, antes de fazer ressalvas sobre a relação entre dois dos esportes mais rentáveis no País. “O futebol vem investindo no MMA, mas não teremos briga de torcidas nos nossos eventos. Não faz parte da nossa cultura.”

 

Lutador do Corinthians e pupilo de Minotauro, Junior “Cigano” dos Santos perdeu, em revanche, recentemente, o título dos pesos pesados do UFC para o norte-amerciano de ascendência mexicana Cain Velasquez. O cinturão da categoria agora é cobiçado pelos dois técnicos do novo Tuf brasileiro.

 

“Meus objetivos mais próximos são fazer o campeão do Tuf e vencer o Minotauro. Passando por ele, gostaria de lutar pelo título dos pesados. O Dana White (presidente do UFC) já falou que terei esta oportunidade se ganhar, mas tudo deu uma embolada com a derrota do Cigano”, analisou Werdum.

 

Minotauro também revelou suas ambições quanto ao título dos pesos pesados. “Todo mundo sonha com uma luta pelo cinturão. Com certeza, não descarto essa possibilidade. Gostaria de lutar novamente pelo título”,avisou o lutador, que se recusava a tentar a conquista enquanto o campeão fosse seu amigo Cigano.

 

“O Cigano é um cara jovem, um dos maiores atletas que já conheci. Uma derrota não manchará a sua carreira. Naquela luta, o Cain acertou um soco que deixou o Cigano mal, tonto por dois rounds. A estratégia dele deu certo. Até uns dois minutos de combate, eu estava achando que as coisas se desenrolariam facilmente para o Cigano”, lembrou Minotauro. “As pessoas não podem se esquecer do que o Cigano já fez, nocauteando muitos dos seus adversários. Gostaria de enfrentá-lo de novo”, acrescentou Werdum.

 

Fabrício Werdum foi uma das vítimas nocauteadas por Cigano, no UFC 90, em 2008. Dois anos antes, ele havia perdido para Minotauro por decisão unânime dos juízes, no extinto Pride. “Eu era só um lutador de jiu-jitsu naquela época, que sabia pouco sobre MMA”, sorriu o gremista, pronto para a revanche no “Gre-Nal”.

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