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Futebol

Wagner assume parcela de culpa em declínio do Cruzeiro

Arquivo Geral

24/10/2007 0h00



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O desespero começou a bater for te no elenco do Cruzeiro para a reta final do Campeonato Brasileiro e, a chance concreta da equipe deixar escapar a vaga na Libertadores – que parecia confirmada -, mexe com a cabeça dos jogadores celestes. Na última terça-feira, foi a vez do meia Wagner assumir sua parcela de responsabilidade pela derrocada do time, sem vitórias há cinco rodadas na competição.

Chateado pela seqüência negativa, o camisa 10 da Raposa não esconde que passa por um mau momento e atribui os resultados pouco convincentes à sua queda particular de rendimento. “Tento jogar bem para que a equipe vença. Quando eu jogar mal vai vir essa cobrança. Tenho que jogar bem porque dessa maneira a gente vai reencontrar o caminho das vitórias e chegar à Libertadores”, disse, em entrevista à Globo Minas.

“O jogador de meio-campo é responsável por quase todo o jogo. É onde se definem quase todas as partidas. Ele é que dá a bola, distribui, faz a ligação do meio com o ataque, a gente tem essa referência. Por isso, a cobrança pra nós é bem maior”, completou o jogador.

Para Wagner, a falta de um preparo físico ideal colabora para o mediano rendimento dentro de campo. O jogador está sentindo o ritmo, principalmente por retornar à Raposa após cinco meses no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, e ter pouco tempo para descanso e readequação.

“Eu não tive a preparação ideal para suportar todo o ano. Só que isso não vai ser levado como desculpa, porque pegaria até mal pra mim e para o pessoal do departamento físico. O que eu tenho que fazer é cobrar de mim mesmo, chegar em campo e jogar”,apontou o camisa 10.

Não é apenas o meia que vem reclamando de cansaço pelos lados da Toca. Na reapresentação do elenco, na tarde de terça, o assunto pautou o dia. Os constantes problemas nas viagens (contra o São Paulo, domingo, a delegação acabou prejudicada pelas chuvas) vêm comprometendo o planejamento azul. Para piorar, a derrota de 1 x 0 no Morumbi aconteceu sob um sol de quase 34ºC.

“Eu acho que, mais do que nunca, a gente tem de deixar esse cansaço de lado para buscar a vaga na Libertadores. Não acho que esteja faltando raça. Todo mundo está se doando, jogando no limite. É como eu já falei: o cansaço bate, a perna começa a pesar, o jogador quer fazer uma coisa e não consegue. Acho que isso está prejudicando”, avaliou o volante Ramires.

Wagner, entretanto, aponta que a chance de disputar a Libertadores supera o desgaste físico e promete reação já para sábado, no duelo contra o Atlético-PR, no Mineirão. “O jogador não tem condição de se manter 100% durante todo o ano, então de vez em quando acontece uma caída normal. Só que eu estou procurando melhorar e trabalhando ainda mais forte para que eu possa voltar àqueles bons momentos. Acho que isso é natural; o que eu estou procurando fazer é a minha parte: treinar, me conscientizar e fazer as coisas certas em campo. Da mesma maneira que eu já joguei bem, posso voltar. Não desaprendi”, concluiu

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