Adriano apareceu na sala de imprensa do CT Rei Pelé, nesta segunda-feira, acompanhado do irmão Vinícius, de 7 anos, ainda mais tímido do que ele. Mesmo em clima apaziguador, o volante santista reforçou as críticas feitas ao palmeirense Valdívia no clássico de domingo.
Para o técnico Emerson Leão, pior que as quatro cotoveladas e pancadas que Adriano (ele concedeu entrevista com uma proteção no joelho direito) reclama ter recebido do meia, foi o que “outra pessoa” lhe disse. “Não sei quem me ofendeu”, fugiu da polêmica o jogador do Santos. “Isso é passado. São coisas que ficam no campo. Agora, é bola para frente.”
As suspeitas sobre a acusação de Leão recaíam sobre seu desafeto Wanderley Luxemburgo. Durante o clássico da Vila Belmiro, Adriano perseguiu Valdívia até mesmo quando o meia se dirigiu ao banco de reservas para ouvir instruções do treinador do Palmeiras. “Era o meu papel. Não tenho culpa se alguém ficou irritado.”
Valdívia ironizou a marcação acirrada ao afirmar que Adriano queria um autógrafo na camisa, enquanto Luxemburgo minimizou o ocorrido. O santista também evitou atacar o ex-comandante. “Ele não me disse nada”, repetiu por diversas vezes nesta segunda-feira, confirmando apenas um cumprimento com o treinador.
Já Valdívia não foi poupado por Adriano. “Ele me falou coisas que não me agradaram, que não cabem no futebol brasileiro e foi, sim, desleal em alguns lances. Ainda me deu quatro cotoveladas. Por ser um grande jogador, esperava outra postura dele”, criticou.
Também nesta segunda-feira, Valdívia declarou que a marcação de Adriano foi leal e chiou da fama de bad boy que ganhou no Brasil. O volante pensa o contrário: “Ele sai com papel de bonzinho e quem o marcou, de ruim”.