O confronto com o Juventude é uma das partidas mais esperadas pelo Náutico. Porém, além do duelo ser diante de um concorrente direto na fuga do rebaixamento, o jogo contra os gaúchos também é visto de forma diferente para o volante Radamés.
Ainda nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, o jogador deixou a equipe de Caxias do Sul após entrar em atrito com diretoria e torcida. Radamés, no entanto, nega o sentimento de vingança.
“Passei seis meses no Juventude e não é que tenha saído de lá magoado, mas enfrentar meu ex-clube terá um sabor especial. Até porque alguns jogadores, que são meus amigos, como Marcão, Willian e Tadeu, já me ligaram e na brincadeira, disseram que vão ganhar do Náutico”, revelou o volante.
Ausente na derrota por 2 x 1 de virada para o Palmeiras, no Parque Antártica, Radamés viu o resultado como algo normal, mesmo com o fim da invencibilidade que já durava seis jogos.
“Sabíamos que uma hora o Náutico perderia. E pelo menos o resultado negativo aconteceu diante do Palmeiras, que está na nossa frente, brigando por uma classificação para a Libertadores. Não podemos é perder para o Juventude, que é um adversário direto na luta contra o rebaixamento”, apontou o jogador.
O volante, contudo, não está confirmado no time. O técnico Roberto Fernandes faz mistério sobre o substituto do suspenso Acosta, mas afirma que Radamés está entre as opções. “Radamés era titular e deixou a equipe por causa da suspensão por cartões amarelos e seria natural seu retorno. Mas também posso colocar mais um atacante, como Ferreira, Maurício ou Serginho ou até então Marcelo Silva”.
Falta de empolgação evitou “inferno” – Roberto Fernandes explicou o motivo de ter evitado que a euforia da torcida durante as cinco vitórias consecutivas chegasse aos jogadores. “Estávamos invictos há seis jogos, mas em nenhum momento houve espaço para empolgação. Tudo isso para que quando nós perdêssemos, não virasse um inferno. E é assim que tem que ser”, declarou o comandante, pedindo seriedade nos próximos jogos.
“Temos que manter a tranqüilidade, jogar sempre sério, sem querer fazer jogada de efeito na defesa, para o mais rápido possível garantir a permanência do Náutico na primeira divisão”, concluiu Fernandes.