A carreira de Romário como técnico já tem data para terminar antes mesmo de começar: logo após o término da Taça Guanabara, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Carioca. Pelo menos é o que assegura o presidente do Vasco, Eurico Miranda, que em entrevista coletiva concedida nesta quinta à tarde, em São Januário, confirmou que o interesse em ter o Baixinho como treinador é antigo.
“É um namoro antigo, uma idéia que eu venho desenvolvendo desde aquele jogo contra o América-MEX. Será muito difícil convencer ele a permanecer como técnico além da Taça Guanabara”, avaliou Eurico.
O Baixinho ainda escolherá um auxiliar e na Colina já está cogitado o nome do ex-atacante Bebeto, seu companheiro ofensivo na campanha do tetracampeonato mundial em 1994. O restante da comissão técnica será mantida, inclusive o preparador físico Luís Flávio, promovido durante a passagem de Valdir Espinosa nas rodadas finais do Brasileirão.
Eurico não escondeu que a escolha de Romário foi exclusiva por sua parte. “A história do Vasco é toda marcada por coisas inovadoras. Nós fizemos algo inovador, talvez levado pelo que ele (Romário) representa. A idéia me agradou. Pode até se dizer que é uma forçação minha no sentido que isso viesse acontecer. Mas é evidente que eu queria essa situação, que quero a despedida do Romário com a camisa do Vasco. Juntei o útil ao agradável”, completou.
Romário e Eurico já haviam decidido a nova função do camisa 11, que continuará sendo jogador-treinador, logo após a última rodada do Brasileirão. O anúncio oficial aconteceria apenas dias antes do Natal, mas o flagra do Baixinho no exame antidoping, que pode suspendê-lo de 120 a 360 dias, forçou a antecipação por parte da cúpula vascaína.
Se o atacante for punido pelo STJD, não poderá sentar-se no banco para dirigir o Vasco. “Estou fazendo essa experiência de jogador-treinador, apesar dele mesmo ter declarado que não queria seguir nessa carreira”, avaliou Eurico, que chegou a negociar com Caio Júnior e Roberto Fernandes.
< !-- hotwords -- >< !--/hotwords -- >